quinta-feira, 14 mai. 2026

Aperto de mão pode indicar risco de doenças

A principal vantagem destes testes é a simplicidade e o baixo custo, já que não exigem equipamentos complexos e podem ser aplicados em consultas médicas, centros de saúde ou programas comunitários
Aperto de mão pode indicar risco de doenças

Um novo estudo internacional sugere que testes simples de força muscular — como apertar uma mão ou levantar-se de uma cadeira várias vezes — podem ajudar a prever o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e outras patologias crónicas.

Os investigadores concluíram que dois testes de fácil aplicação — a força de preensão manual e o teste de levantar e sentar numa cadeira cinco vezes seguidas — podem ser indicadores relevantes da saúde futura.

Segundo o estudo, pessoas com maior força muscular apresentam menor risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, declínio cognitivo, depressão, incapacidade funcional e doenças neurodegenerativas, como demência ou Parkinson.

A principal vantagem destes testes é a simplicidade e o baixo custo, já que não exigem equipamentos complexos e podem ser aplicados em consultas médicas, centros de saúde ou programas comunitários.

Os autores defendem que estes métodos podem ser integrados na prática clínica como ferramentas de rastreio precoce, permitindo identificar pessoas em maior risco e atuar antes do aparecimento das doenças.

Potencial para prevenção e saúde pública

O estudo sugere ainda que estes indicadores podem melhorar estratégias de prevenção, promovendo intervenções baseadas em exercício físico e estilos de vida saudáveis, com impacto direto na redução da carga de doenças crónicas.

A investigação, intitulada “Importância clínica dos testes simples de aptidão muscular para prever condições de saúde a longo prazo”, teve como primeiros autores Nuria Marín Jiménez e Bruno Bizzozero-Peroni, envolvendo instituições da Europa, América e Oceânia.

A meta-análise de 94 estudos publicada no British Journal of Sports Medicine, foi divulgada pela agência EFE com base num comunicado da Universidade de Almería, em Espanha.