terça-feira, 08 set. 2026

Anúncio de óbito com fotografia invulgar gera polémica nas redes sociais. Funerária de Beja já veio reagir

Na imagem é possível ver um homem com uma garrafa de cerveja na mão. A agência funerária de Beja responsável pela publicação garante agora que a fotografia não se tratou de uma escolha sua.
Anúncio de óbito com fotografia invulgar gera polémica nas redes sociais. Funerária de Beja já veio reagir

Um anúncio fúnebre publicado nas redes sociais por uma agência funerária de Beja gerou polémica depois de o falecido surgir numa fotografia sorridente, descontraído e com uma garrafa de cerveja na mão.

O homem, de 50 anos, morreu na sequência de um acidente rodoviário no concelho de Cuba, no distrito de Beja. A imagem escolhida para o anúncio provocou uma onda de críticas nas redes sociais, com vários utilizadores a questionarem a decisão da Agência Funerária Pólvora.

A empresa veio entretanto a público esclarecer que a fotografia não foi escolhida pela funerária, mas sim pela família do falecido, que pretendia recordá-lo num momento de felicidade.

A fotografia foi um pedido expresso da família

Perante a polémica, a Agência Funerária Pólvora publicou uma nota onde repudia as acusações que lhe foram dirigidas e garante ter seguido a vontade dos familiares.

“A fotografia partilhada fez parte de um pedido expresso e da escolha da própria família do Sr. Alberto, que optou por recordar o seu ente querido num momento feliz da sua vida”, esclarece a gerência.

A agência afirma ainda que se limitou a respeitar a decisão da família, numa altura particularmente delicada.

“A nossa agência limitou-se a respeitar, com a máxima dignidade, humanidade e profissionalismo, a vontade dos familiares nesta hora tão difícil”, pode ler-se na nota.

Segundo a funerária, chegou mesmo a ser discutida a possibilidade de alterar a fotografia antes da publicação, nomeadamente retirando digitalmente a garrafa de cerveja. A família terá, contudo, preferido manter a imagem tal como estava.

Funerária acusa página de criar “falsas polémicas”

Na nota divulgada publicamente, a Agência Funerária Pólvora critica ainda a origem da polémica e acusa uma página pública de ter divulgado informação sem confirmar previamente os factos.

“É profundamente lamentável e inadmissível que se utilize a dor e o luto de uma família para criar falsas polémicas e procurar mediatismo nas redes sociais”, afirma a empresa.

A gerência considera igualmente que a exposição do caso não teve em conta o contexto familiar que esteve na origem da escolha da fotografia.

“Consideramos deplorável e de uma enorme insensibilidade que uma página pública se ache no direito de julgar o trabalho alheio e expor o luto de uma família sem qualquer tipo de verificação dos factos.”

Agência admite recorrer aos tribunais

A funerária termina a nota com um aviso sobre eventuais consequências legais das acusações que considera lesivas da sua reputação.

“Informamos que o ataque deliberado ao bom nome, honra e credibilidade da nossa empresa, com base em mentiras, constitui o crime de Difamação de Pessoa Coletiva (Artigo 187.º do Código Penal português), ato que é punível por lei.”

A empresa acrescenta que “não tolerará ataques desta natureza” e “reserva-se o direito de agir judicialmente contra os autores da publicação”.

“Exigimos o mínimo de respeito pela memória de quem partiu e por quem sofre a sua perda”, conclui a Agência Funerária Pólvora.