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Um anúncio fúnebre publicado nas redes sociais por uma agência funerária de Beja gerou polémica depois de o falecido surgir numa fotografia sorridente, descontraído e com uma garrafa de cerveja na mão.
O homem, de 50 anos, morreu na sequência de um acidente rodoviário no concelho de Cuba, no distrito de Beja. A imagem escolhida para o anúncio provocou uma onda de críticas nas redes sociais, com vários utilizadores a questionarem a decisão da Agência Funerária Pólvora.
A empresa veio entretanto a público esclarecer que a fotografia não foi escolhida pela funerária, mas sim pela família do falecido, que pretendia recordá-lo num momento de felicidade.
A fotografia foi um pedido expresso da família
Perante a polémica, a Agência Funerária Pólvora publicou uma nota onde repudia as acusações que lhe foram dirigidas e garante ter seguido a vontade dos familiares.
“A fotografia partilhada fez parte de um pedido expresso e da escolha da própria família do Sr. Alberto, que optou por recordar o seu ente querido num momento feliz da sua vida”, esclarece a gerência.
A agência afirma ainda que se limitou a respeitar a decisão da família, numa altura particularmente delicada.
“A nossa agência limitou-se a respeitar, com a máxima dignidade, humanidade e profissionalismo, a vontade dos familiares nesta hora tão difícil”, pode ler-se na nota.
Segundo a funerária, chegou mesmo a ser discutida a possibilidade de alterar a fotografia antes da publicação, nomeadamente retirando digitalmente a garrafa de cerveja. A família terá, contudo, preferido manter a imagem tal como estava.
Funerária acusa página de criar “falsas polémicas”
Na nota divulgada publicamente, a Agência Funerária Pólvora critica ainda a origem da polémica e acusa uma página pública de ter divulgado informação sem confirmar previamente os factos.
“É profundamente lamentável e inadmissível que se utilize a dor e o luto de uma família para criar falsas polémicas e procurar mediatismo nas redes sociais”, afirma a empresa.
A gerência considera igualmente que a exposição do caso não teve em conta o contexto familiar que esteve na origem da escolha da fotografia.
“Consideramos deplorável e de uma enorme insensibilidade que uma página pública se ache no direito de julgar o trabalho alheio e expor o luto de uma família sem qualquer tipo de verificação dos factos.”
Agência admite recorrer aos tribunais
A funerária termina a nota com um aviso sobre eventuais consequências legais das acusações que considera lesivas da sua reputação.
“Informamos que o ataque deliberado ao bom nome, honra e credibilidade da nossa empresa, com base em mentiras, constitui o crime de Difamação de Pessoa Coletiva (Artigo 187.º do Código Penal português), ato que é punível por lei.”
A empresa acrescenta que “não tolerará ataques desta natureza” e “reserva-se o direito de agir judicialmente contra os autores da publicação”.
“Exigimos o mínimo de respeito pela memória de quem partiu e por quem sofre a sua perda”, conclui a Agência Funerária Pólvora.