segunda-feira, 14 set. 2026

Almada não vai prolongar situação de alerta após falhas no abastecimento de água

A situação de alerta em Almada devido às falhas no abastecimento de água termina na próxima segunda-feira e não será prolongada. Os reservatórios do concelho registavam 77% de capacidade média e os SMAS garantem que a água continua própria para consumo humano
Almada não vai prolongar situação de alerta após falhas no abastecimento de água

A situação de alerta municipal em Almada, decretada devido às falhas no abastecimento de água registadas desde o início de julho, não será prorrogada e termina na próxima segunda-feira.

A decisão resulta da evolução dos níveis de armazenamento nos reservatórios do concelho, que têm permanecido acima dos 70%, permitindo aos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) e à Câmara Municipal de Almada encarar a situação com «maior tranquilidade».

A última atualização oficial, relativa a quinta-feira, apontava para uma reserva média de água de 77% nos reservatórios que abastecem o concelho.

Reservas de água mantêm-se acima dos 70%

Os SMAS de Almada explicaram que os níveis médios de armazenamento se têm mantido acima dos 70%, embora continue a ser feito um acompanhamento regular da situação.

Os 77% de capacidade referem-se à média das reservas existentes nos reservatórios de Brielas, Cassapo, Cristo-Rei, Feijó, Fonte Santa, Laranjeiro, Lazarim, Monte da Caparica, Murfacém, Pica Galo, Pragal, Trafaria e Raposo.

Desde o início de julho, Almada registou sucessivas falhas no abastecimento de água, com especial incidência na Costa da Caparica, uma situação que levou o município a decretar, a 8 de julho, a situação de alerta.

Os problemas no fornecimento de água provocaram também manifestações de protesto por parte da população.

SMAS garantem que água continua própria para consumo

No início de agosto, os SMAS de Almada e a Unidade Local de Saúde Almada-Seixal divulgaram comunicados distintos para esclarecer que a água distribuída através da rede pública se mantinha segura para consumo humano e em conformidade com os requisitos legais.

Os serviços municipalizados indicaram que reforçaram, durante a situação de alerta, o número de colheitas e análises laboratoriais, bem como a monitorização dos níveis de cloro residual e o acompanhamento das novas origens de água integradas no sistema.

Segundo os SMAS, os resultados obtidos confirmaram de forma consistente que a água distribuída pela rede pública continuava a cumprir os parâmetros legais de qualidade, não tendo sido identificadas situações de risco para a saúde pública.

Também a Unidade Local de Saúde Almada-Seixal reforçou o plano de vigilância sanitária, com monitorização adicional em diferentes zonas de abastecimento e acompanhamento das novas origens de água.

De acordo com a ULS, os resultados da monitorização não identificaram riscos para a saúde pública, incluindo ao nível da eventual transmissão de microrganismos causadores de doença.

Com o fim da situação de alerta previsto para segunda-feira, os SMAS vão manter o acompanhamento dos níveis de armazenamento, depois de quase dois meses marcados por constrangimentos e falhas no abastecimento de água em várias zonas do concelho.