terça-feira, 09 jun. 2026

Alerta vulcânico sobe nos Açores: atividade sísmica volta a aumentar no canal Faial-Pico

O alerta manter-se-á em V1 durante oito dias, caso a situação não se altere.
Alerta vulcânico sobe nos Açores: atividade sísmica volta a aumentar no canal Faial-Pico

O alerta vulcânico no canal Faial - Pico voltou a aumentar. O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) elevou o alerta, que estava em V0 desde 21 de abril, para V1.

"Ocorreu um novo incremento da atividade sísmica de baixa magnitude localizada ao longo da linha estrutural de direção NE [nordeste] - SW [sudoeste] que se estende no canal Faial - Pico, desde W [oeste] da Madalena até N [norte] do Lagido, abrangendo o Sistema Vulcânico Submarino do Cachorro, com profundidades que se desenvolvem verticalmente desde os 13 quilómetros até perto da superfície", de acordo com o revelado no comunicado do CIVISA.

O alerta manter-se-á em V1 durante oito dias, caso a situação não se altere.

Recorde-se que, a 9 de abril, o CIVISA tinha elevado para V1 o alerta vulcânico, justificando a subida com uma atividade sísmica "ligeiramente acima do normal".

O nível V1 significa que é um "sistema vulcânico em fase de equilíbrio metaestável", e justifica-se agora devido a uma "atividade sísmica que se encontra ligeiramente acima do normal". Isto significa que existe "atividade fraca, ligeiramente acima dos níveis de referência, de origem tectónica, hidrotermal e/ou magmática", mas "a qualquer momento a atividade pode intensificar ao nível da sismicidade, pode alterar-se o padrão de desgaseificação e/ou podem ocorrer movimentos de vertente, 'lahars' secundários ou explosões de vapor".

A escala de alertas vulcânicos do CIVISA tem oito níveis: V0 significa "sistema vulcânico em fase de equilíbrio metaestável", e V7 significa "erupção magmática ou hidromagmática em curso".

O CIVISA recorda ainda que, se a atividade se verificar no mar, "podem registar-se erupções submarinas sem outros sinais premonitores detetáveis pelas redes de monitorização existentes".