sexta-feira, 12 jun. 2026

AHRESP preocupada com filas nos aeroportos pede suspensão do sistema de controlo até setembro

Associação alerta também para o impacto que a greve geral terá no setor.
AHRESP preocupada com filas nos aeroportos pede suspensão do sistema de controlo até setembro

A AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal) manifesta profunda preocupação com os constrangimentos que se têm acumulado nos aeroportos nacionais e alerta para o risco de agravamento da situação com a greve geral convocada para 3 de junho, que poderá cancelar voos e paralisar serviços aeroportuários, agudizando uma situação que já hoje penaliza o turismo português.

“Em plena abertura da época alta da atividade turística, os aeroportos nacionais revelam sinais de colapso operacional: longas filas, atrasos no controlo de fronteiras (entrada e saída) e constrangimentos que se repetem dia após dia. Para as empresas do alojamento turístico e da restauração e similares, esta realidade representa perdas concretas e uma ameaça crescente à sua operação”, revela.

E alerta para o facto de a contradição ser insustentável: “Portugal investe na promoção internacional, como destino de excelência, mas permite que a primeira experiência do visitante seja uma fila de horas, uma ligação perdida, uma reação negativa nas redes sociais ou uma reserva que não se repete. Esta falha estrutural não é apenas uma questão de conforto, é um risco direto para a reputação do país e para a confiança dos mercados emissores”.

A AHRESP chama ainda a atenção para o facto de o turismo ser uma das principais forças da economia nacional. “A sua competitividade assenta no bom funcionamento de toda a cadeia de valor – dos aeroportos aos transportes, do alojamento à restauração, passando pelos serviços. Um elo que falhe, compromete todo o ecossistema”, salienta.

Também para a entidade, a adesão à greve geral de 3 de junho, já anunciada por sindicatos ligados aos transportes, à aviação civil e aos aeroportos, poderá agravar ainda mais os prejuízos junto de toda a constelação de atividades associadas ao turismo, setores que dependem fortemente de previsibilidade. E. Por isso, apela a uma maior fluidez nos aeroportos nacionais e à prevenção de perturbações que penalizem milhares de empresas cuja atividade depende diretamente da chegada regular de visitantes.

Para resolver este problema, a AHRESP apela à suspensão do EES (Sistema de Entrada/ Saída da União Europeia), com caráter de urgência e até ao final de setembro, “o que permitiria agilizar o controlo de passageiros e reduzir os tempos de espera nos aeroportos, enquanto não estiverem plenamente asseguradas as condições técnicas, operacionais e humanas necessárias ao normal funcionamento deste sistema”.

E por outro lado, pede diálogo “à negociação e ao sentido de responsabilidade entre todas as partes envolvidas, de forma a evitar a greve nos serviços ligados à aviação e aos aeroportos, o que, a vir a realizar-se, se traduziria em danos acrescidos para setores que continuam a enfrentar fortes pressões económicas”.

Para a AHRESP, “garantir o normal funcionamento dos aeroportos é garantir a defesa da imagem externa de Portugal, da confiança dos visitantes e do sucesso da economia portuguesa”.