terça-feira, 21 jul. 2026

Afogamentos de crianças e jovens aumentaram 22,5% em Portugal. INEM deixa alerta para o verão

O INEM registou um aumento de 22,5% dos afogamentos e acidentes de mergulho envolvendo crianças e jovens em 2025. A entidade alerta que estes acidentes acontecem de forma rápida e silenciosa e reforça a importância da vigilância permanente nas praias e piscinas
Afogamentos de crianças e jovens aumentaram 22,5% em Portugal. INEM deixa alerta para o verão

O número de afogamentos e acidentes de mergulho envolvendo crianças e jovens até aos 18 anos aumentou 22,5% em 2025, segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que apela ao reforço da vigilância durante a época balnear.

De acordo com o instituto, foram registadas 147 ocorrências no último ano, mais 27 do que em 2024, quando tinham sido contabilizados 120 casos.

O INEM alerta que muitos afogamentos acontecem de forma rápida e silenciosa, motivo pelo qual as crianças devem permanecer sempre "sob vigilância ativa" de um adulto, mesmo quando estão em zonas de água pouco profunda ou durante períodos curtos.

Adolescentes continuam a ser o grupo mais afetado

Os dados mostram que os jovens entre os 15 e os 18 anos continuam a representar o maior número de ocorrências, com 57 casos registados em 2025.

Contudo, o instituto assinala também um aumento significativo entre as crianças até aos cinco anos, com 29 ocorrências, e entre os jovens dos 10 aos 15 anos, que somaram 41 casos.

A maioria das situações envolveu crianças e jovens do sexo masculino, que representaram 67% do total das ocorrências.

INEM deixa recomendações para prevenir afogamentos

Perante estes números, o INEM reforça um conjunto de medidas para reduzir o risco de acidentes durante o verão.

Entre as principais recomendações estão:

  • Manter as crianças sempre sob vigilância ativa de um adulto, sem distrações;

  • Escolher praias vigiadas e respeitar a sinalização existente;

  • Proteger as piscinas privadas com barreiras de segurança e acessos controlados;

  • Evitar nadar sozinho;

  • Nunca mergulhar de cabeça em locais desconhecidos ou onde a profundidade da água seja incerta;

  • Entrar gradualmente na água, sobretudo após uma exposição prolongada ao sol;

  • Evitar comportamentos de risco, como desafiar correntes, ondas ou aproximar-se de arribas.

O instituto recorda que os mergulhos em locais desconhecidos podem provocar lesões graves na coluna vertebral, enquanto a falta de supervisão continua a ser um dos principais fatores associados aos afogamentos de crianças.

Com a chegada do período de férias e o aumento da frequência das praias, rios e piscinas, o INEM apela à adoção de comportamentos preventivos para evitar acidentes potencialmente fatais.