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A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, afirmou que a adaptação às alterações climáticas é atualmente o principal desafio do país, sublinhando que os fenómenos extremos recentes mostram a urgência de reforçar a preparação e os sistemas de alerta.
Na XIII Conferência Ibero-Americana de Ministros do Ambiente e Clima, em Málaga, a governante destacou que Portugal é particularmente exposto aos efeitos das alterações climáticas, lembrando que nos últimos dois anos o país enfrentou várias crises:
Seca extrema no sul
Grandes incêndios florestais
Sequência inédita de tempestades
Segundo a ministra, só este ano houve um verdadeiro “carrossel de tempestades”, com sete eventos extremos, o que evidencia a necessidade de preparar melhor infraestruturas e serviços.
Esta preocupação já tinha sido apontada anteriormente pelo Governo, que considera a adaptação climática central face ao aumento de fenómenos extremos.
Importância dos sistemas de alerta
Maria da Graça Carvalho relacionou diretamente estas situações com a necessidade de sistemas de alerta precoce mais eficazes e Infraestruturas mais resilientes (rede elétrica, diques, litoral)
Apesar de reconhecer que Portugal tem bons sistemas de alerta para chuva e cooperação com Espanha, alertou para fragilidades, sobretudo na resposta a fenómenos de vento.
Eventos recentes têm demonstrado essa vulnerabilidade, com tempestades a afetarem infraestruturas críticas e a exporem limitações na rede elétrica, o que levou até à defesa de medidas como o reforço da resiliência energética.
Durante a conferência foi aprovada a Agenda Ambiental Ibero-Americana, um plano com 16 ações-chave para enfrentar:
Alterações climáticas
Perda de biodiversidade
Poluição
O documento resulta de mais de um ano de trabalho conjunto entre países da região e terá uma duração inicial de quatro anos.
De acordo com a agência Lusa, a ministra, que acompanha o tema há mais de duas décadas, deixou um aviso claro: as alterações climáticas já não são um problema futuro — estão a acontecer agora.
O Governo português reforça que o foco já não é apenas mitigar as alterações climáticas, mas sobretudo adaptar o país a impactos cada vez mais frequentes e intensos, garantindo segurança, resiliência e capacidade de resposta.