Na madrugada desta terça-feira, uma grávida de 34 anos morreu no serviço de obstetrícia quando iniciava o trabalho de parto no Hospital da Horta, na ilha do Faial, nos Açores.
Depois de ter levado anestesia epidural, como revela a RTP-Açores, Ângela sentiu-se mal.
A enfermeira que a acompanhava naquele momento terá saído do quarto para ir buscar um saco para enjoos e, ao regressar, encontrou a grávida já sem sinais vitais. De acordo com o canal regional, tudo aponta para que Ângela tenha sofrido uma paragem cardiorrespiratória. No entanto, apenas a autópsia poderá confirmar a causa da morte.
Os médicos ainda tentaram reanimar a grávida mas sem sucesso.
A bebé, com uma gestação de nove meses, que ainda se encontrava na abarriga da mãe, acabou por não resistir. "A posição do feto não terá ajudado" o parto, que foi realizado através de cesariana.
As autópsias aos corpos estão a ser sucessivamente adiadas como acontece frequentemente na região, principalmente nas ilhas mais periféricas, devido ao mau tempo e ao cancelamento das ligações aéreas entre ilhas, e por esse motivo ainda não se consegue apurar as circunstâncias das mortes.
Ainda segundo a RTP-Açores, as autópsias eram para ser realizadas na quinta-feira, 12 de fevereiro, mas acabaram por ser adiadas 24 horas, devido à dificuldade de o Ministério Público (MP) fazer chegar à ilha do Faial um médico legista.
Ontem, os familiares de Ângela foram informados que as autópsias só irão ocorrer, "na melhor das hipóteses", na próxima segunda-feira, dia 16 de fevereiro.
A RTP Açores avança que a morte de Ângela e da segunda filha estão a gerar consternação no Faial e no Pico.
Nos comentários nas redes sociais sobre o caso, há também muitos desabafos que vem levantar de novo questões relacionadas com os meios de saúde da região.
Ângela era natural da Ilha do Pico e vivia com a família. Era muito acarinhada por todos no local onde residia, avança o Notícias ao Minuto. Há quatro anos teve a sua primeira filha e agora preparava-se para o nascimento da segunda.
Há cerca de 15 dias, Ângela tinha perdido a mãe que lutava contra uma doença oncológica. Por recomendação médica, nem chegou a assistir ao funeral.