A1 interdita em Coimbra: saiba quais as vias alternativas que deve usar

As autoridades apelam à prudência dos condutores e à utilização das vias alternativas recomendadas, enquanto decorrem os trabalhos de estabilização e reparação da A1 após o abatimento de parte do piso.
A1 interdita em Coimbra: saiba quais as vias alternativas que deve usar

A Brisa recomendou esta quinta-feira aos automobilistas a utilização de percursos alternativos devido à interrupção da circulação na Autoestrada do Norte (A1), no sentido Norte–Sul, junto ao nó de Coimbra Sul, ao quilómetro 191.

Em comunicado, a concessionária informou que, enquanto decorrem os trabalhos de reparação, os condutores devem optar pelo corredor A8/A17/A25 ou pelo Itinerário Complementar 2 (IC2). A empresa reconhece que, para já, “não sendo possível, neste momento, estimar o prazo de conclusão das obras de reparação”, o principal objetivo é “minimizar transtornos” para os utilizadores.

A Brisa Concessão Rodoviária explicou que a situação teve origem na rutura de um dique do Rio Mondego, que provocou o abatimento de parte do pavimento da A1. O incidente ocorreu algumas horas depois do encerramento preventivo da via, entre Coimbra Norte e Coimbra Sul, numa extensão entre os quilómetros 198 e 189.

Segundo a concessionária, o colapso do piso não colocou em risco condutores nem trabalhadores, uma vez que a circulação já se encontrava suspensa. O problema resultou do rebentamento do dique e da consequente erosão do aterro junto ao viaduto C do Mondego, causada por um caudal excecional superior a 2.100 metros cúbicos por segundo.

Desde o início da situação, a Brisa garante estar a acompanhar de perto a evolução do cenário, com inspeções regulares no local.

O encerramento da A1 foi decretado de forma preventiva na quarta-feira, pouco depois das 18h00, em ambos os sentidos, como medida de segurança face ao risco associado à instabilidade da infraestrutura.

Este incidente insere-se num contexto mais amplo de perturbações causadas pelas recentes depressões Kristin, Leonardo e Marta, que atingiram fortemente várias regiões do país. O mau tempo provocou inundações, destruição de habitações e empresas, quedas de árvores, cortes de estradas e falhas nos serviços essenciais. Até ao momento, registaram-se 16 vítimas mortais em consequência direta do temporal, a mais recente um homem de 72 anos, que faleceu após uma queda enquanto realizava reparações num telhado em Pombal.

Entretanto, as autoridades apelam à prudência dos condutores e à utilização das vias alternativas recomendadas, enquanto decorrem os trabalhos de estabilização e reparação da A1.