“A nossa Casa Deve Ser um Lugar Seguro”. Nova campanha internacional apoiada pela PJ alerta para o desaparecimento das crianças

A iniciativa pretende sensibilizar a população para uma realidade que continua a preocupar as autoridades: "todos os anos, milhares de crianças desaparecem depois de fugirem de casa" devido a situações de violência, medo ou negligência.
“A nossa Casa Deve Ser um Lugar Seguro”. Nova campanha internacional apoiada pela PJ alerta para o desaparecimento das crianças

A Polícia Judiciária (PJ) associou-se à campanha internacional “A nossa Casa Deve Ser um Lugar Seguro” lançada esta segunda-feira pela AMBER Alert Europe em 20 países, com o objetivo de alertar para o desaparecimento de crianças vítimas de violência doméstica e ambientes familiares inseguros.

A iniciativa foi apresentada no Dia Internacional das Crianças Desaparecidas e pretende sensibilizar a população para uma realidade que continua a preocupar as autoridades: "todos os anos, milhares de crianças desaparecem depois de fugirem de casa" devido a situações de violência, medo ou negligência.

Segundo a PJ e a AMBER Alert Europe, muitos destes casos poderiam ser evitados se os sinais de alerta fossem identificados mais cedo pelos adultos que convivem regularmente com crianças, contudo são ignorados ou mal interpretados.

Campanha alerta para sinais muitas vezes ignorados

A campanha destaca cinco sinais considerados indicadores de risco:

  • mudanças repentinas de comportamento;

  • ferimentos sem explicação;

  • atitude constantemente defensiva;

  • medo de regressar a casa;

  • dificuldade em falar sobre o que está a acontecer.

De acordo com a organização, estes sinais baseiam-se em investigação científica e em orientações europeias de proteção infantil, tendo sido analisados por especialistas de vários países da União Europeia e do Reino Unido.

PJ apela à atenção de professores, vizinhos e profissionais de saúde

Em comunicado, a PJ apela a todos os adultos que lidam regularmente com crianças — como professores, treinadores, vizinhos, profissionais de saúde ou familiares — para que estejam atentos aos sinais e ajam antes que a fuga seja vista pela criança como a única saída possível.

As autoridades sublinham que muitas crianças desaparecidas vivem contextos de sofrimento silencioso dentro de casa, situação que frequentemente passa despercebida.