quinta-feira, 14 mai. 2026

A dor era tão forte que se deitou na calçada. O que o polícia fez a seguir nunca mais esqueceu

Pediu ajuda a um um agente da PSP na Rua Castilho, em Lisboa, porque sentia que "algo não estava certo". Só depois percebeu a gravidade do que se passava.
A dor era tão forte que se deitou na calçada. O que o polícia fez a seguir nunca mais esqueceu

Era um dia aparentemente normal na Rua Castilho, em Lisboa, quando A.G. se aproximou de um agente da Polícia de Segurança Pública que se encontrava de serviço em frente ao edifício do número 20. Sentia uma dor de cabeça muito intensa e tinha a sensação de que algo não estava certo.

O que se seguiu foi descrito pela própria, em carta enviada à PSP e partilhada pela instituição: o agente respondeu de imediato com atenção, calma e profissionalismo. Perante o agravamento do estado da mulher, chamou uma ambulância sem hesitar.

"Este gesto simples, mas profundamente humano, marcou-me muito"

Quando A.G. se deitou no chão da calçada, vencida pelas dores, o agente teve um gesto que a mulher não esqueceu: tirou o próprio chapéu e colocou-o por baixo da cabeça dela, para que não ficasse diretamente apoiada no pavimento.

Falou também ao telefone com o marido de A.G., tranquilizando-o e informando-o de que a mulher seria transportada para o Hospital de São José.

Um aneurisma cerebral roto

Só mais tarde A.G. viria a saber a gravidade do que aconteceu naquele dia: tinha sofrido um aneurisma cerebral roto, uma emergência médica com risco de vida. Na carta que enviou à PSP, a mulher é direta sobre o que acredita ter feito a diferença:

"Hoje tenho plena consciência de que a rapidez, atenção e empatia deste agente foram fundamentais."

A.G. não sabe o nome do polícia que a ajudou, mas pediu que o elogio lhe fosse transmitido. "O seu profissionalismo, cuidado e humanidade fizeram toda a diferença num dos momentos mais difíceis da minha vida", escreveu.

A PSP partilhou a carta nas redes sociais como forma de reconhecimento público ao agente.