terça-feira, 08 set. 2026

60 anos de história da ponte que foi Salazar e passou a 25 de Abril

Estrutura foi um marco inédito para Lisboa e margem sul. Data foi celebrada com espetáculo e promessa de novos projetos.
60 anos de história da ponte que foi Salazar e passou a 25 de Abril

A Revolução dos Cravos foi há 52 anos mas a ponte a que dá o nome já completou 60: a Ponte 25 de Abril foi inaugurada a 6 de agosto de 1966. Seis décadas após a abertura ao tráfego, o colossal monumento de engenharia continua a afirmar-se como a principal e mais movimentada ligação entre Lisboa e a margem sul do Tejo.

Erguida em menos de quatro anos - seis meses antes do prazo previsto -, a estrutura nasceu em pleno Estado Novo sob o nome de Ponte Salazar. A cerimónia oficial de inauguração foi conduzida pelo então Presidente da República, Américo Tomás. Teve um custo total de dois milhões de contos, o equivalente a 11 milhões de euros.

Antes da sua construção, a travessia do rio dependia quase em exclusivo de ligações fluviais, o que limitava o fluxo de pessoas e bens. Atualmente, o gigante de aço vê passar diariamente cerca de 150 mil veículos rodoviários e, contabilizando a travessia ferroviária - inaugurada em julho de 1999 -, serve de elo de ligação para cerca de 300 mil pessoas todos os dias.

Para assinalar as seis décadas da travessia, as celebrações contaram com um espetáculo tecnológico inédito de 500 drones em 3D. O alinhamento luminoso decorreu sobre o rio Tejo, junto à zona do Cristo Rei e das Docas, projetando no céu formas e memórias que homenagearam o património nacional. Paralelamente, os municípios de Lisboa e de Almada preparam um programa cultural conjunto que se estenderá até setembro, incluindo debates, passeios fluviais e exposições.

O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, aproveitou a ocasião para falar também do futuro e garantiu que o rio Tejo terá duas novas travessias no prazo de 10 anos.

Em causa estão a terceira ponte, entre Chelas e o Barreiro, e um túnel, entre Algés e a Trafaria.