quinta-feira, 11 jun. 2026

30 mortos e milhares de alcoolizados apanhados ao volante em apenas quatro meses

PSP registou quase 20 mil acidentes nas cidades portuguesas desde o início do ano. Mais de dois mil condutores acabaram detidos por conduzirem com uma taxa de álcool considerada crime.
30 mortos e milhares de alcoolizados apanhados ao volante em apenas quatro meses

Quase 20 mil acidentes rodoviários, 30 vítimas mortais e milhares de condutores apanhados sob efeito do álcool. Este é o balanço divulgado pela Polícia de Segurança Pública relativo aos primeiros quatro meses do ano nas áreas urbanas sob a sua responsabilidade.

Segundo a PSP, entre janeiro e abril foram detetados 3413 casos de excesso de álcool durante a condução. Destes, 2029 automobilistas acabaram detidos por apresentarem uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 gramas por litro, valor que constitui crime rodoviário. Outros 1384 condutores foram alvo de contraordenações.

Os números significam que, em média, foram identificadas cerca de 28 infrações por dia relacionadas com álcool ao volante.

No mesmo período, a PSP realizou 7027 operações de fiscalização rodoviária, controlando 239.872 condutores e efetuando mais de 68 mil testes de alcoolemia.

Além das infrações associadas ao consumo de álcool, a polícia registou ainda 75.947 contraordenações rodoviárias e 4262 crimes rodoviários.

Os dados revelam também o impacto da sinistralidade nas zonas urbanas. Nos primeiros quatro meses do ano, foram contabilizados 19.709 acidentes, dos quais resultaram 30 mortos, 242 feridos graves e 5498 feridos ligeiros.

A PSP lembra que conduzir sob influência do álcool compromete significativamente a capacidade de reação e aumenta o risco de acidente. A força policial alerta para alterações cognitivas, dificuldades no processamento de informação e perda de coordenação motora provocadas pelo consumo de bebidas alcoólicas.

Perante os números, as autoridades reforçam o apelo para que os condutores não consumam álcool antes de pegar no volante, defendendo uma maior responsabilidade individual para reduzir o número de vítimas nas estradas portuguesas.