Dois terços da área ardida em Ponte da Barca (4.856 de 7.163 hectares) poderiam ter sido evitados. O problema é que a informação meteorológica e sobre a velocidade de propagação previsível «não foi integrada no processo de decisão». Entre as 8h00 de 28 de julho e as 12h00 do dia seguinte, o vento amainou, a humidade subiu e «o incêndio entrou num período prolongado de reduzida expansão». Essas 29 horas ofereceram uma «oportunidade para resolver ou reduzir significativamente o impacto da ocorrência». Os boletins de previsão meteorológica e os planos operacionais anteciparam a necessidade de «ações de consolidação, ancoragem e abertura de acessos recorrendo, designadamente, a máquinas de rasto». Durante aquelas 29 horas abençoadas por São Pedro, até havia «presença significativa de recursos na envolvente da área crítica». Esse trabalho ficou por fazer. Para a CTI, foi um «exemplo elucidativo» das disfunções e da ineficiência do dispositivo de supressão de incêndios.
29 horas perdidas em Ponte da Barca
Meios presentes no terreno não foram usados para combater o fogo onde e quando podia ser travado.