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Cerca de 250 cães foram resgatados esta terça-feira de uma habitação em Amarante, após uma denúncia de maus-tratos. Os animais foram encontrados em condições precárias, em espaços fechados e com falta de higiene, numa operação que envolveu várias entidades.
Segundo avançou o Correio da Manhã, os cães estavam confinados em jaulas amontoadas dentro de salas e rodeados por fezes. Os animais são todos de pequeno porte e pertencem a raças com elevada procura no mercado de venda de animais.
As autoridades suspeitam que o espaço funcionaria como uma espécie de “fábrica de animais”, destinada à criação e comercialização de cães. A investigação terá identificado anúncios de venda publicados desde 2018, levantando a possibilidade de a atividade decorrer há vários anos.
Operação envolve GNR, IRA e veterinários
A ação de resgate contou com a participação de elementos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
Para o local foram mobilizados elementos do IRA (Intervenção e Resgate Animal), da GNR e da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária.
O presidente do IRA, Tomás Pires, explicou à CMTV que a responsável pelo espaço terá mostrado as instalações tanto às autoridades como a potenciais compradores dos animais.
A operação de retirada dos cães deverá prolongar-se durante cerca de 24 horas, devido ao elevado número de animais envolvidos e à necessidade de avaliar as condições de saúde de cada um.
Os cães serão agora sujeitos a avaliação veterinária para determinar o seu estado e definir os próximos passos relativamente ao seu acolhimento e proteção.