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A praia da Fonte da Telha, em Almada, enfrenta novas condições no mar depois das tempestades que atingiram Portugal durante o inverno. Entre a última semana de maio e 11 de junho foram realizados 12 salvamentos, um número invulgar para aquela zona balnear.
As alterações no fundo do mar e na linha costeira criaram novas zonas de risco, incluindo dois agueiros permanentes que não existiam anteriormente, alertam os nadadores-salvadores, em declarações à agência Lusa.
A situação levou os nadadores-salvadores a reforçar os alertas aos banhistas para que respeitem as indicações das equipas no local e tenham atenção redobrada dentro de água.
Mar sofreu alterações profundas após tempestades
O mau tempo registado durante os meses de inverno provocou mudanças significativas na configuração da costa entre a Fonte da Telha e a zona da lagoa de Albufeira, no concelho de Sesimbra.
As correntes marítimas e o relevo do fundo do mar apresentam agora características diferentes das verificadas nos últimos anos, obrigando a uma vigilância acrescida durante a época balnear.
Câmara prepara medidas para controlar acessos
Além dos riscos associados ao mar, a Fonte da Telha continua a enfrentar problemas relacionados com o excesso de trânsito e estacionamento desordenado, que podem dificultar a passagem de veículos de emergência.
A Câmara Municipal de Almada anunciou medidas para regular a circulação na zona, incluindo a criação de bolsas de estacionamento na Avenida do Mar, na Aroeira, um sistema de transporte em vaivém até à praia, painéis informativos sobre a lotação disponível e um controlo de acessos quando a capacidade estiver esgotada.
Falta de nadadores-salvadores preocupa
A segurança nas praias está também condicionada pela dificuldade em encontrar nadadores-salvadores suficientes para responder às necessidades da época balnear.
A associação responsável pela vigilância da Fonte da Telha tem recorrido também a profissionais estrangeiros, nomeadamente do Brasil e da Argentina, devido à falta de candidatos portugueses.