terça-feira, 10 fev. 2026

Tempestade pode comprometer voto antecipado em várias zonas do país

Estragos provocados pelo mau tempo, falhas de eletricidade e problemas nas comunicações levam o Governo a contactar todos os municípios a poucos dias do voto em mobilidade.
Tempestade pode comprometer voto antecipado em várias zonas do país

O voto antecipado poderá estar em risco em várias regiões do país devido aos estragos provocados pela passagem da tempestade Kristin, que deixou um rasto de destruição, falhas prolongadas de eletricidade e problemas nas redes de comunicações.

Nesse sentido, o Ministério da Administração Interna (MAI) está a contactar os 308 municípios portugueses para fazer um ponto de situação sobre as condições locais e perceber de que forma eventuais constrangimentos podem ser ultrapassados, apurou o Nascer do SOL.

Em causa está o voto antecipado em mobilidade, que decorre uma semana antes da segunda volta das eleições presidenciais, estando marcado para este domingo, 1 de fevereiro. A preocupação centra-se sobretudo na capacidade de funcionamento das mesas de voto em zonas afetadas por cortes de energia, dificuldades de acesso ou falhas persistentes nas comunicações.

Segundo fonte governamental contactada pelo Nascer do SOL, o objetivo do MAI passa por garantir que “existem condições mínimas de segurança, logística e comunicações” para que o direito de voto possa ser exercido sem perturbações, admitindo-se ajustes pontuais sempre que necessário.

O jornal sabe ainda que praticamente todos os boletins de voto já preparados para esta fase do processo eleitoral vão incluir apenas os nomes dos dois candidatos mais votados na primeira volta, garantindo assim a atualização do material eleitoral. A única exceção diz respeito a alguns consulados nos Estados Unidos, onde poderão subsistir constrangimentos logísticos.

Apesar disso, as autoridades garantem que, nesses casos, os eleitores terão igualmente a possibilidade de exercer o direito de voto, mesmo que recorrendo a soluções alternativas previstas na lei eleitoral.

O Governo acompanha a situação “com atenção permanente”, numa altura em que várias autarquias continuam a avaliar danos provocados pelo mau tempo, sobretudo na zona centro do país, onde a tempestade Kristin teve maior impacto.