terça-feira, 08 set. 2026

Telemóveis proibidos nas reuniões em Belém por decisão de António José Seguro

A nova regra aplica-se a todos os visitantes que participem em encontros presenciais na Sala das Bicas e tem como objetivo reduzir os riscos associados à captação ou transmissão de informação. Os aparelhos ficam guardados à entrada.
Telemóveis proibidos nas reuniões em Belém por decisão de António José Seguro

Os telemóveis passaram a estar proibidos nas reuniões e audiências presenciais realizadas no Palácio de Belém, por decisão do Presidente da República, António José Seguro.

A medida, avançada pela SIC Notícias, abrange os participantes nos encontros realizados na Sala das Bicas, independentemente do cargo ou da função que desempenhem. O objetivo passa por reduzir os riscos associados à captação ou transmissão de informação e reforçar a segurança das conversas realizadas na sede da Presidência da República.

A nova regra significa que quem entra na sala para participar numa reunião deixa o telemóvel num local próprio antes do encontro.

Telemóveis ficam guardados à entrada

Os aparelhos são colocados num cacifo de acrílico, segundo a mesma fonte, permanecendo fora da sala durante a reunião ou audiência.

A regra aplica-se aos diferentes intervenientes que sejam recebidos pelo Presidente da República. Entre eles estão membros do Governo, líderes partidários, parceiros sociais e representantes estrangeiros.

Até o anterior Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, terá deixado o telemóvel no cacifo durante uma visita ao antigo gabinete presidencial.

Medida pretende reduzir riscos de segurança

A decisão surge num contexto de crescente preocupação com cibersegurança e proteção de informação sensível.

Os telemóveis modernos não servem apenas para realizar chamadas ou enviar mensagens. Os aparelhos dispõem de câmaras, microfones, sistemas de localização e ligação permanente a redes de comunicação, características que podem representar riscos acrescidos quando são utilizados em locais onde são discutidos assuntos reservados.

A Presidência considera, por isso, que a retirada dos dispositivos reduz potenciais meios de captação ou transmissão de informação durante reuniões.

A medida surge também num momento em que as ameaças informáticas são encaradas pelas instituições públicas como um problema de segurança cada vez mais relevante.

Nem o telemóvel do Presidente fica na sala

A regra é aplicada de forma abrangente.

Segundo a informação divulgada pela SIC Notícias, o próprio telemóvel de António José Seguro não permanece dentro da sala durante as reuniões.

O aparelho fica no exterior, sob acompanhamento de elementos da Casa Civil, permitindo que o Presidente possa ser contactado caso surja alguma situação urgente.

Desta forma, a regra não é aplicada apenas aos convidados, mas também ao próprio chefe de Estado.

Não é uma preocupação exclusiva de Belém

A utilização de telemóveis em reuniões de elevada sensibilidade já é alvo de restrições em vários contextos políticos e diplomáticos internacionais.

Em encontros onde são discutidas informações classificadas ou particularmente sensíveis, é comum limitar ou impedir a entrada de dispositivos eletrónicos, precisamente devido à possibilidade de estes serem utilizados para captar áudio, imagem ou outros dados.

A medida adotada por Seguro segue, nesse sentido, uma prática de segurança já utilizada em alguns governos, organizações internacionais e encontros diplomáticos de alto nível.