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O Presidente da República cessante, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou esta quinta-feira que pretende abandonar a vida política quando terminar o mandato, defendendo que quem exerce funções públicas deve saber retirar-se.
“Deve-se saber sair de cena” e “aí não pode haver meio-termo”, afirmou o chefe de Estado numa conversa informal com jornalistas, citada pela agência Lusa, na residência oficial de Palácio de São Bento.
Marcelo admitiu que abandonar a intervenção pública pode ser particularmente difícil para quem passou anos no centro da vida política.
“Talvez seja a coisa mais difícil do mundo, para todos, para os jogadores de futebol, para cantores, para artistas, para interventores políticos”, afirmou.
Sem referir nomes, acrescentou que a experiência lhe ensinou a importância de um ex-presidente evitar interferir na vida política depois de deixar o cargo.
“Aprendi quantas vezes eu não agradeceria não ter ex-presidentes da República a intervir na vida política”, disse.
Marcelo garantiu assim que, depois de deixar o Palácio de Belém, não pretende intervir na política nacional e limitar-se-á a desejar sucesso às instituições.
A poucos dias da posse do sucessor, António José Seguro, o Presidente reiterou também que quer repetir o gesto simbólico do início do mandato.
“Tinha chegado a pé” à Assembleia da República no dia da tomada de posse e pretende fazer o mesmo quando abandonar funções.
“Sair a pé, claro”, afirmou.