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António José Seguro começou o seu discurso de vitória com uma nota de pesar pelas vítimas das recentes tempestades, sublinhando que a “solidariedade dos portugueses não pode substituir a responsabilidade do Estado”. O Presidente eleito prometeu que os 2,5 mil milhões de euros destinados à reconstrução chegarão de forma célere a quem perdeu tudo, afirmando: “Não aceitarei burocracias que impeçam a chegada dos apoios a quem já perdeu tanto ou mesmo tudo… não os esquecerei e não os abandonarei.”
O líder eleito saudou ainda os cidadãos que, apesar das dificuldades provocadas pelo mau tempo, exerceram o seu direito de voto: “Saúdo todos os portugueses que, nestas condições difíceis, foram votar e afirmaram a sua cidadania. Os vencedores desta noite são os portugueses e a democracia”. Dirigindo-se ao adversário André Ventura, Seguro garantiu que “a partir desta noite deixámos de ser adversários” e que “a maioria que me elegeu extingue-se esta noite”.
Sobre o seu mandato, Seguro reafirmou: “Serei um Presidente de todos, todos, todos os portugueses”, destacando que respeita tanto os que votaram nele como os que não votaram. O sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa prometeu focar-se na modernização e na justiça social: “Um país que avança sem deixar ninguém para trás”, assegurou.
O Presidente eleito sublinhou ainda a sua postura independente e responsável: “Jamais serei um contrapoder. A estabilidade política que defendo é um meio para garantir estabilidade e não um fim para manter tudo na mesma. A minha liberdade é a garantia da minha independência”. Garantiu que estará vigilante, fará “as perguntas difíceis e exigirá respostas”, acrescentando que “os interesses ficam à porta” de Belém.
Seguro deixou também uma saudação a Marcelo Rebelo de Sousa e a todos os Presidentes anteriores: “Cada um, no seu tempo e estilo, serviu o país com devoção e compromisso com o interesse nacional e a democracia. Terei o mesmo compromisso, mas com o meu próprio estilo”.
O Presidente eleito sublinhou ainda que a ausência de atos eleitorais nacionais nos próximos três anos retira qualquer pretexto para paralisia governativa: “Não há desculpas. Portugal tem uma oportunidade única para avançar”. E apelou ao Parlamento e ao Governo a focarem-se na execução de reformas e na resolução de bloqueios estruturais: “Serei leal e haverá cooperação institucional profícua para encontrar soluções para resolver os problemas dos portugueses”.