Seguro pede mais planeamento para responder a catástrofes após mau tempo

Chefe de Estado defendeu que “não há milagres”, mas que o país pode responder de forma mais eficiente e eficaz
Seguro pede mais planeamento para responder a catástrofes após mau tempo

O Presidente da República, António José Seguro, alertou para a necessidade de reforçar o planeamento e a organização dos recursos do Estado na resposta a catástrofes, considerando que Portugal ainda depende demasiado do improviso.

Durante o segundo dia da sua Presidência Aberta no distrito de Santarém, o chefe de Estado defendeu que “não há milagres”, mas que o país pode responder de forma mais eficiente e eficaz.

Numa visita ao concelho de Ourém, Seguro concordou com críticas à falta de planeamento e sublinhou a importância de clarificar competências e recursos: “Somos muito bons no improviso. Precisamos de ser melhores na organização”.

Infraestruturas críticas devem ter geradores

O Presidente destacou ainda a importância de garantir autonomia energética em serviços essenciais, como unidades de saúde, defendendo a instalação de geradores para assegurar o funcionamento em situações de crise.

A preocupação surgiu durante uma visita ao Centro de Saúde de Ferreira do Zêzere.

A deslocação incluiu também a visita a habitações danificadas pela tempestade, como na localidade da Sorieira, onde várias famílias continuam a enfrentar dificuldades.

Segundo a autarquia de Ourém, a tempestade Tempestade Kristin deixou mais de 10 mil casas sem telhado no concelho, obrigando ao realojamento de cerca de 300 pessoas.

Atualmente, algumas famílias ainda permanecem deslocadas, enquanto decorrem processos de apoio à reconstrução de habitações.

De acordo com a Câmara Municipal, foram submetidos cerca de 3.500 pedidos de apoio para recuperação de casas, até 20 mil euros, dos quais cerca de 500 já foram pagos.

O Presidente apelou à esperança das populações afetadas e destacou o papel das autarquias no acompanhamento das situações mais críticas.