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O Presidente da República, António José Seguro, assegurou ao homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, o “contínuo e inabalável apoio de Portugal” à Ucrânia, numa conversa telefónica marcada pelo reforço das relações bilaterais e pelo apelo a uma paz “justa e duradoura”.
Segundo um comunicado da Presidência da República Portuguesa divulgado esta segunda-feira, António José Seguro transmitiu a Zelensky o sentimento maioritário em Portugal de admiração pela resiliência do povo ucraniano.
“Portugal e o povo português mantêm um apoio contínuo e inabalável à Ucrânia”, sublinhou o chefe de Estado.
Apelo a uma paz “justa e duradoura”
Durante o contacto, o Presidente português manifestou o desejo de que se alcance uma solução de paz abrangente, baseada na Organização das Nações Unidas, no direito internacional e na soberania e integridade territorial da Ucrânia.
Seguro reiterou também o apoio de Portugal à adesão da Ucrânia à União Europeia, reforçando o alinhamento político entre os dois países.
Zelensky agradece apoio e destaca relações bilaterais
Do lado ucraniano, Volodymyr Zelensky agradeceu o posicionamento português, sublinhando a importância de garantias de segurança robustas, apoio financeiro, humanitário e militar e participação na reconstrução do país.
Numa mensagem publicada na rede social X, o presidente ucraniano destacou ainda que “Portugal tem sido um forte apoiante desde o início da invasão em larga escala da Rússia”.
Cooperação pode estender-se à defesa e reconstrução
Segundo Zelensky, a conversa abordou também a possibilidade de fabrico conjunto de armamento, a participação de empresas portuguesas na reconstrução da Ucrânia e processo de adesão à União Europeia.
O líder ucraniano aproveitou ainda para felicitar António José Seguro pela sua eleição como Presidente da República em 2026.
Relação reforçada num contexto de guerra
A conversa entre os dois chefes de Estado surge num momento em que a guerra na Ucrânia continua a marcar a agenda internacional, com Portugal a manter uma posição de apoio político, diplomático e humanitário a Kiev.
O reforço deste compromisso sublinha o papel de Portugal no quadro europeu e internacional, num conflito que continua a exigir soluções diplomáticas e garantias de segurança duradouras.