António José Seguro e André Ventura, os dois candidatos apurados para a segunda volta das eleições presidenciais, vão protagonizar um debate único na próxima terça-feira, 27 de janeiro, às 20h30, com duração de 75 minutos.
O frente-a-frente será transmitido em simultâneo pela RTP, SIC e TVI. Segundo a RTP, as três televisões propuseram a realização de dois debates, mas a candidatura de António José Seguro aceitou apenas um.
Os dois candidatos já se tinham confrontado no passado 17 de novembro, no primeiro de um total de 28 debates realizados antes da primeira volta.
Ordem nos boletins de voto e voto antecipado
De acordo com o sorteio realizado esta quinta-feira pelo Tribunal Constitucional, António José Seguro surgirá em primeiro lugar nos boletins de voto da segunda volta, ficando André Ventura na linha inferior.
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) esclareceu que, na segunda volta, os boletins de voto terão apenas os nomes dos dois candidatos, tanto em território nacional como no estrangeiro, incluindo o voto antecipado.
“Qualquer informação em contrário não corresponde à verdade”, sublinhou a CNE, admitindo apenas uma situação excecional caso os novos boletins não cheguem a tempo a algum local, cenário em que poderiam ser usados os boletins da primeira volta.
O voto antecipado em mobilidade realiza-se no dia 1 de fevereiro, enquanto a segunda volta das presidenciais está marcada para 8 de fevereiro. O vencedor sucederá a Marcelo Rebelo de Sousa, que termina o mandato em março.
Resultados da primeira volta
Na primeira volta, realizada no domingo, António José Seguro, apoiado pelo PS, obteve 31% dos votos, enquanto André Ventura, líder do Chega, alcançou 23%.
Marques Mendes declara apoio a Seguro
Entretanto, Luís Marques Mendes anunciou o seu apoio a António José Seguro na segunda volta, quatro dias depois de ter afirmado que não iria endossar os seus votos a nenhum candidato.
“O meu voto nesta nova eleição será em António José Seguro, por uma razão de coerência”, escreveu numa mensagem ao Expresso, justificando a decisão com a defesa da democracia, da moderação e da representação de todos os portugueses.
A declaração surge num contexto em que várias figuras do PSD e da direita moderada já manifestaram apoio a Seguro, entre as quais José Miguel Júdice, Miguel Poiares Maduro e Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto.
João Cotrim de Figueiredo reiterou que não apoiará nenhum dos candidatos, enquanto Henrique Gouveia e Melo indicou que só se pronunciará mais tarde. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, também afastou a hipótese de manifestar apoio formal a qualquer candidatura.
Marques Mendes terminou a corrida presidencial em quinto lugar, com cerca de 640 mil votos.