sexta-feira, 15 mai. 2026

Seguro aposta em Adalberto Campos Fernandes para liderar pacto estrutural na Saúde

Antigo ministro e colunista do SOL vai coordenar estratégia de longo prazo para o setor.
Seguro aposta em Adalberto Campos Fernandes para liderar pacto estrutural na Saúde

O Presidente da República, António José Seguro, designou, esta sexta-feira, Adalberto Campos Fernandes como Coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde, uma iniciativa que pretende fixar compromissos duradouros e reforçar a estabilidade das políticas públicas no setor.

A decisão, anunciada em comunicado oficial da Presidência, enquadra-se na prioridade atribuída à Saúde no atual mandato presidencial. O chefe de Estado pretende mobilizar partidos, profissionais e sociedade civil para um entendimento alargado que responda aos desafios estruturais do sistema, evitando soluções fragmentadas ou de curto alcance.

A Presidência sublinha que o direito à proteção da saúde, consagrado na Constituição da República Portuguesa, exige mais do que a prestação de cuidados, implicando a garantia de acesso universal e tendencialmente gratuito, sem deixar cidadãos para trás.

Perante pressões crescentes sobre o sistema, o novo pacto deverá assentar em princípios de continuidade, previsibilidade e eficiência, com foco na valorização dos profissionais de saúde e na proximidade dos cuidados. O objetivo passa por assegurar uma resposta integrada e sustentável, capaz de dar resposta às necessidades atuais e preparar o futuro.

A escolha de Adalberto Campos Fernandes é justificada pelo seu percurso académico, político e de gestão. Médico e especialista em Saúde Pública, foi ministro da Saúde e mantém atividade como professor na Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa. Ao longo da carreira, tem acumulado experiência em governação e organização de sistemas de saúde, tanto em Portugal como no estrangeiro.

O novo coordenador é colunista do SOL, onde tem intervindo regularmente sobre políticas de saúde e organização do setor.

A Presidência considera que o seu perfil reúne as condições para liderar um processo de concertação exigente, capaz de gerar consensos duradouros e reforçar a confiança entre o Estado e os cidadãos numa das áreas mais sensíveis da vida coletiva.