terça-feira, 21 jul. 2026

Rui Tavares abre caminho a promoção de Jorge Pinto

Livre vai eleger os órgãos nacionais nos próximos dias 10, 11 e 12 de julho. 
Rui Tavares abre caminho a promoção de Jorge Pinto

O fundador Rui Tavares vai deixar de ser co-porta voz do Livre no Congresso que se realiza nos dias 10,11 e 12 de julho. No entanto, mantém-se na direção com o pelouro de estratégia, comunicação e formação. Com esta saída, a lista que irá a votos contará como porta-vozes com Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto, que ficou conhecido depois de ter sido o rosto do partido nas últimas eleições presidenciais. «A novidade desta lista é que pela primeira vez diz quais são os pelouros que as pessoas que se candidatam vão ter», diz ao SOL fonte próxima do processo, referindo ainda que Rui Tavares «continuará no Parlamento, não vai desaparecer e dará lugar a uma renovação tranquila». E  recorre a uma metáfora futebolística para  explicar a futura função do ainda líder: «Rui Tavares ficará com a parte da estratégia para pensar o partido a dois, a cinco, a dez anos, assim como a parte da formação de lideranças e para a distribuição de jogo para os pontas de lança que são a Isabel e o Jorge. Futebolisticamente irá existir um trio de ataque».

Ainda assim, a mesma fonte afasta a ideia de que este afastamento da liderança seja para se candidatar a outras futuras corridas eleitorais, afirmando que o Livre não está a contar que haja eleições antecipadas nos próximos dois anos. «São dois anos em que o Livre se vai preparar», salienta ao nosso jornal, lembrando ainda que «atualmente nenhum partido está interessado que provocar a queda do Governo, nem o próprio, pois sabem que serão penalizados nas urnas».

Ao mesmo tempo, chama a atenção para o facto de os porta-vozes não serem «automaticamente candidatos», porque têm de  se sujeitar a primárias. 

Já à Lusa, Rui Tavares disse apenas que «[a saída do cargo de porta-voz] não significa um afastamento, significa uma redistribuição do jogo dentro da equipa e a assunção de funções e de responsabilidades que são novas, mas que não deixam de ser centrais». E  admitiu ainda que será «mais útil» ao partido num cargo de definição de estratégia a longo prazo e «formação de lideranças», com vários objetivos, desde logo «fazer crescer o Livre para que possa haver uma governação progressista em Portugal».

À corrida da liderança junta-se ainda a lista S  – na prática é sucessora da lista B, que tem sido tradicionalmente a oposição no partido –, liderada por Rodrigo Brito, e a lista V– sucessão da lista C –, sob a liderança de Tiago Mota. Já para o conselho de jurisdição, a lista A avança com o nome de Paulo Muacho e a V com Ricardo Sá Fernandes. 

Também em eleições estará a Assembleia do Livre, que é o órgão máximo entre congressos e que é composta por 25 homens e 25 mulheres. No entanto, a votação não é feita em lista – é uninominal.