Relacionados
Ricardo Leão já mostrou a sua disponibilidade para presidir à Mesa da Comissão Politica da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do Partido Socialista, apurou o Nascer do SOL. As eleições para a presidência da federação ocorreram no passado fim de semana, tendo sido eleita líder da federação Carla Tavares, que contou com o apoio do autarca de Loures. A votação para quem irá assumir as funções de Marcos Perestrello – que foi eleito em 2022 – terá lugar na primeira reunião da Comissão Política Federativa, que deverá ser agendada logo após o Congresso Federativo. E quem vota são exclusivamente os membros eleitos para a Comissão Política Federativa.
De acordo com os estatutos do partido, cabe ao presidente da Mesa assinar as convocatórias oficiais das reuniões ordinárias e extraordinárias da Comissão Política, definindo o local, a data e a ordem de trabalhos, assim como estabelecer os pontos que os membros vão debater e votar (como a aprovação de orçamentos da federação, discussão de linhas estratégicas regionais ou aprovação de listas para deputados e autarquias).
O nosso jornal apurou que, caso Ricardo Leão seja eleito presidente da Mesa da Comissão Politica da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL), deverá deixar de fora Alexandra Leitão, até aqui número dois de Marcos Perestrello, uma vez que a relação entre os dois é marcada por profundas divergências ideológicas e estratégicas, tanto no plano autárquico como partidário.
Ainda este mês, a vereadora socialista em Lisboa foi alvo das críticas por parte de Leão pela posição que assumiu recentemente quanto a autarcas constituídos arguidos e – enquanto Alexandra Leitão defendeu a suspensão de funções – o autarca de Loures rejeitou essa linha e acusou-a de «ceder ao populismo».
Mais polémica foi a reação de Alexandra Leitão, ao demarcar-se das posições mais rígidas do autarca, como o despejo de inquilinos de habitações municipais envolvidos em distúrbios urbanos, chegando mesmo a acenar com um cenário de ilegalidade. Aliás, esta situação causou uma forte onda de contestação interna, o que levou Ricardo Leão a sair da presidência da FAUL em novembro de 2024.
A demissão aconteceu no mesmo dia em que o anterior secretário-geral do PS, António Costa, assinou um artigo no jornal Público, conjuntamente com os socialistas Pedro Silva Pereira e José Leitão, a demarcar-se da posição do autarca de Loures.
Na altura, Ricardo Leão justificou a sua decisão, afirmando que iria focar-se na recandidatura à Câmara Municipal de Loures, nas eleições autárquicas de 2025, tendo conseguido atingir maioria absoluta, o que considerou ser uma vitória «estrondosa».