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O Presidente de Timor-Leste lamentou os festejos efusivos em torno da eleição de Portugal como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU. «Sinto um certo desconforto ao observar as cenas de euforia e celebração após a votação», confessou José Ramos-Horta, na rede social X.
E foi mais longe: «Presumo que uma comemoração modesta seja aceitável quando um país é eleito para o Conselho de Segurança da ONU. Mas isto não é um jogo de futebol», chamando a atenção para o facto de os palestinianos, sudaneses, congoleses, ucranianos e birmaneses certamente não estarem a comemorar. «Estaremos de olho em vocês», atirou.
Recorde-se que Portugal venceu a corrida (com a Alemanha) pelas duas vagas (a outra foi paraa Áustria) em disputa para países da Europa Ocidental e Outros Estados, tendo sido o mais votado dos três na sessão plenária em curso na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, somando um total de 134 votos, enquanto a Áustria conseguiu 131. Portugal conseguiu, deste modo, um quarto mandato enquanto membro não-permanente.