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O líder do Partido Social Democrata e primeiro-ministro, Luís Montenegro, propôs que as próximas eleições diretas para a liderança do partido se realizem em maio e desafiou eventuais críticos internos a avançarem com uma candidatura alternativa.
Na intervenção inicial do Conselho Nacional do PSD, aberta à comunicação social, Montenegro defendeu que o calendário deve ser antecipado para evitar dúvidas sobre o rumo político do partido.
“É verdade que aqui ou acolá muitos tentam desvirtuar aquele que é o caminho que vimos trilhando”, afirmou. E acrescentou: “No PSD não podemos ter dúvidas sobre o caminho que estamos a trilhar”.
Sem referir diretamente o nome do antigo líder do partido e ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, que nas últimas semanas fez intervenções críticas sobre a ação do Governo, Montenegro deixou ainda um desafio claro a quem discorda da atual direção.
"Gosto de ser claro e direto: se houver um caminho alternativo e diferente que seja apresentado e que seja objeto da apreciação do partido, dos seus órgãos e dos militantes. Estamos aqui para transformar Portugal, para ouvir aqueles que nos querem ajudar, mas para não perder a oportunidade, a honra e o privilégio que alcançámos nas urnas com a confiança dos portugueses", disse.
As últimas eleições diretas para a liderança do PSD realizaram-se em setembro. Há quatro anos, porém, tiveram lugar a 28 de maio, calendário que o atual líder pretende agora recuperar.