O PSD inicia esta terça-feira duas jornadas parlamentares em Caminha, no distrito de Viana do Castelo, num encontro político que terá como convidado o antigo vice-primeiro-ministro Paulo Portas. O encerramento, na quarta-feira à hora de almoço, caberá ao presidente do partido e primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Sob o tema “Portugal, resiliência e ambição”, as jornadas arrancam com visitas ao porto de mar de Vila Praia de Âncora e ao paredão da praia de Moledo. A sessão formal de abertura está marcada para as 15h30 e contará com a intervenção do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares.
O primeiro painel será dedicado ao tema “As crianças e os ambientes digitais”, num momento em que o Parlamento aprovou na generalidade uma proposta do PSD que pretende regular o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. Ao jantar, o destaque será a intervenção de Paulo Portas, antigo líder do CDS‑PP e figura central de vários governos de coligação PSD/CDS.
Portas foi ministro da Defesa nos executivos liderados por Durão Barroso e Pedro Santana Lopes e assumiu mais tarde a pasta dos Negócios Estrangeiros no governo de Pedro Passos Coelho, onde acabaria por ascender ao cargo de vice-primeiro-ministro.
As jornadas realizam-se num contexto político marcado por recentes declarações de Pedro Passos Coelho, que voltou ao debate público com críticas à atual governação. Em resposta, Luís Montenegro desafiou quem tenha um caminho alternativo para o partido a apresentar-se a eleições internas, sugerindo que estas possam decorrer já em maio.
Na quarta-feira, o segundo dia do encontro será dedicado a um painel sobre o programa Portugal Transformação Recuperação Resiliência (PTRR), lançado pelo Governo após a sucessão de tempestades que atingiu o país e provocou mortos e centenas de desalojados.
O debate contará com a presença de vários membros do Executivo, entre eles os ministros Manuel Castro Almeida, Miguel Pinto Luz e Maria da Graça Carvalho, antes do discurso final de Luís Montenegro.
As jornadas parlamentares decorrem um dia depois da tomada de posse do novo Presidente da República, António José Seguro, que no discurso inaugural apelou à estabilidade política e pediu aos partidos um compromisso claro para evitar o que classificou como “frenesim eleitoral” dos últimos anos.