O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho recusou esta sexta-feira esclarecer a quem se referia nas declarações feitas esta semana, quando comparou alguns políticos a “prostitutos sem caráter”.
À entrada das comemorações dos 850 anos do mutualismo, em Vila Nova de Gaia, o antigo líder do PSD afirmou não querer entrar em “labirintos de interpretações” sobre as palavras proferidas na terça-feira.
“Não sinto nenhuma necessidade de estar a fazer interpretações sobre aquilo que disse, nem a acrescentar, nem a retirar nada”, afirmou aos jornalistas.
As declarações de Passos Coelho surgiram depois de ter criticado políticos que, na sua visão, procuram agradar a todos “ainda mais do que os populistas”, tornando-se “postiços”.
Questionado sobre se se referia ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, respondeu: “Porque é que pergunta isso? Então está a ver, não há dúvida que há sempre um labirinto de interpretações”.
O antigo primeiro-ministro acrescentou ainda que não pretende regressar “a esses labirintos de interpretação” e defendeu que “cada um interpreta como pode e, às vezes, como quer”.
Apesar da insistência dos jornalistas, Passos Coelho limitou-se a dizer que já tinha afirmado “aquilo que era importante”.
Na quarta-feira, o líder do Chega, André Ventura, considerou que as declarações eram dirigidas ao atual Governo.