Relacionados
Após a acusação do Ministério Público ao Presidente da Câmara de Albufeira por discriminação e incitamento ao ódio contra uma comunidade étnica minoritária, Rui Cristina reagiu, considerando que está a ser “perseguido”.
“As minhas declarações foram políticas, não foram contra ninguém e foram num órgão político que é a Assembleia Municipal”, afirmou em declarações à agência Lusa.
O autarca assegurou que mantém o que disse e que a perseguição se deve à sua tentativa de defender “a igualdade de tratamento e de oportunidade para todos os que residem no concelho de Albufeira”. “Enquanto for presidente da Câmara, não vou construir habitação destinada exclusivamente a uma determinada etnia ou grupo”, garantiu o autarca.
Em declarações à RTP, Rui Cristina acrescenta ainda: "Será porque represento o partido Chega? (...) Sinto-me claramente perseguido".
O presidente defende “critérios justos, transparentes e iguais para todos”, considerando que “esta inclusão de que toda a gente fala é exclusão”. "Não posso construir 27 fogos apenas direcionados para uma etnia ou um grupo, isso é que é discriminação", sublinhou.
Rui Cristina garante respeitar o processo, enfrentando-o “de cabeça erguida e sem abdicar” das suas convicções - mas acrescenta que a sua equipa jurídica está a analisar a acusação do Ministério Público e que poderá existir uma eventual abertura de instrução do processo.
Recorde-se que a acusação inclui ainda a investigação de imputações feitas pelo arguido a uma deputada municipal, a quem teria atribuído a prática dos crimes de denúncia caluniosa e difamação agravada.