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O juiz João Carlos Trindade, presidente da Comissão Nacional de Eleições, assumiu o ambiente de guerra na instituição. Cinco dos 11 dirigentes da CNE acusam Trindade de lhes vedar o escrutínio das contas. O juiz veio refutar. Disse que os cinco violaram dados pessoais e insinuou que teriam sido eles a revelar ao SOL folhas de pagamento com milhares de euros mensais para abonos e despesas de representação. Apesar de saber que o presidente da AR mandou abrir uma averiguação, Trindade pediu uma auditoria ao Tribunal de Contas. Os restantes dirigentes da CNE, que também são cinco, garantem «solidariedade institucional» a Trindade, segundo o Público.