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Os votos da diáspora portuguesa já foram apurados e deram vantagem a André Ventura na segunda volta das eleições presidenciais. De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Administração Interna, o líder do Chega reuniu 50,81% dos votos expressos nos 107 consulados espalhados pelo mundo.
A participação dos emigrantes aumentou em relação à primeira volta, passando de cerca de 72 mil para mais de 85 mil votantes, o que se traduziu numa redução da abstenção. Este crescimento confirma um maior envolvimento da comunidade portuguesa no estrangeiro no processo eleitoral.
Em números absolutos, Ventura somou perto de 43 mil votos no círculo da emigração, destacando-se sobretudo na região das Américas, onde venceu com larga margem. Já na Europa, África, Ásia e Oceânia, a maioria dos eleitores optou por António José Seguro, que reuniu pouco mais de 41 mil votos, correspondendo a 49,19%.
O recenseamento eleitoral na diáspora voltou também a crescer, atingindo quase 1,78 milhões de eleitores, mais 192 mil do que nas legislativas de 2025 e mais 227 mil face às presidenciais de 2021, reforçando o peso político dos portugueses residentes fora do país.
Apesar da vitória de Ventura no voto emigrante, foi António José Seguro quem garantiu a eleição para a Presidência da República, com cerca de dois terços dos votos a nível nacional. No total, reuniu aproximadamente 3,48 milhões de votos, enquanto o candidato do Chega ultrapassou 1,7 milhões.
Em percentagem, o novo chefe de Estado aproximou-se dos 67%, contra pouco mais de 33% do seu principal adversário. Os resultados definitivos ainda aguardam o apuramento de algumas freguesias, mas não alteram o desfecho da eleição.
A tomada de posse do próximo Presidente da República está marcada para 9 de março, abrindo oficialmente um novo ciclo político em Portugal.