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Portugal está hoje numa posição financeira que, segundo Luís Montenegro, coloca o país entre os melhores desempenhos da União Europeia. O primeiro-ministro afirmou esta terça-feira que a situação económica nacional “faz corar de inveja qualquer economia da União Europeia”, mas avisou que é preciso continuar a mudar para garantir novos investimentos e crescimento.
A declaração foi feita durante a apresentação de um investimento de 400 milhões de euros na mina de Aljustrel, no distrito de Beja, numa intervenção centrada na economia, nos recursos geológicos e na necessidade de reduzir obstáculos administrativos.
Montenegro destaca desempenho económico de Portugal
Durante o discurso, o primeiro-ministro sublinhou a evolução dos indicadores financeiros nacionais e comparou a situação portuguesa com a de outros países europeus.
“Portugal tem uma situação económica que é mais vantajosa do que a média da União Europeia”, afirmou Luís Montenegro.
O chefe do Governo reforçou depois a mensagem sobre a saúde financeira do país:
“Portugal tem uma saúde financeira que, não tenham vergonha de o dizerem a ninguém, porque é mesmo verdade, faz corar de inveja qualquer economia da União Europeia.”
Montenegro afirmou ainda que Portugal está entre os países com melhor desempenho financeiro no espaço europeu.
“Não há uma única que possa dizer que está a fazer melhor do que nós”, disse, acrescentando que “há algumas que estão a fazer tão bem como nós”.
Para o primeiro-ministro, Portugal está “na linha da frente” da Europa em termos financeiros e económicos.
“Coragem para mudar” e enfrentar o pessimismo
Apesar da avaliação positiva, Luís Montenegro defendeu que o país não pode ficar parado e apelou a uma atitude diferente perante as reformas necessárias.
“Portugal tem que ter a coragem de mudar algumas coisas e de enfrentar, muitas vezes, as vozes do pessimismo e as reticências daqueles que não ousam”, afirmou.
O primeiro-ministro criticou ainda aquilo que considera ser resistência à mudança dentro do país.
“Portugal tem que enfrentar, muitas vezes, o imobilismo daqueles que fazem de conta que querem mudar muita coisa, mas, no fim do dia, querem que fique tudo na mesma e tudo no mesmo sítio”, disse.
Governo quer acelerar processos e reduzir burocracia
A simplificação administrativa foi outro dos temas centrais da intervenção de Montenegro.
O primeiro-ministro respondia ao presidente do conselho de administração da empresa concessionária da mina de Aljustrel, Humberto Costa Leite, que tinha pedido menos burocracia nos processos.
“Estamos a avançar numa estratégia para os recursos geológicos que tem como pedra de toque a simplificação administrativa”, afirmou.
Montenegro defendeu que os procedimentos devem permitir decisões mais rápidas, tanto na aprovação como na rejeição de projetos.
O objetivo, explicou, é que os responsáveis tenham informação suficiente para decidir com segurança.
“Os processos têm que passar a ser ‘rápidos e ágeis’, de forma a que ‘o decisor possa ter todos os elementos e a fiabilidade do investimento que faz’”, afirmou o primeiro-ministro.
“Quando tiverem que dizer não, digam não o mais cedo possível”
Luís Montenegro insistiu que os atrasos administrativos podem prejudicar a capacidade de atrair investimento e deixou uma mensagem aos serviços públicos envolvidos na análise de projetos.
“Que quando tiverem que dizer não, digam não o mais cedo possível e quando tiverem que dizer sim, também digam sim o mais cedo possível”, afirmou.
O primeiro-ministro garantiu que o Governo vai continuar a combater a burocracia e o excesso de regulamentação.
“Declaramos guerra a isso tudo, incluindo dentro do Governo, das estruturas do Governo e do edifício da administração pública”, disse.
E acrescentou: “aqueles que estão na administração pública que não compreenderem isto vão ser lateralizados”.