O Governo garantiu esta sexta-feira que Portugal continuará a agir “no absoluto respeito pelos mecanismos legais aplicáveis à utilização de quaisquer forças e do território nacional”, numa resposta às críticas do PCP sobre a relação com os Estados Unidos e a NATO.
A posição foi assumida pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, na abertura de um debate parlamentar sobre soberania nacional e defesa da paz, agendado pelos comunistas.
O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, acusou o executivo de alinhamento excessivo com Washington e afirmou que Portugal “não é um apêndice dos EUA e da NATO, mesmo que o governo e Marco Rubio achem outra coisa”.
As declarações surgem depois de o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter destacado publicamente a cooperação portuguesa no quadro da NATO.
Numa entrevista à Fox News, Rubio afirmou: “Há países na NATO que nos foram muito úteis. Destaco apenas um, Portugal. Eles disseram ‘sim’ antes mesmo de lhes dizermos qual era o assunto”.
Sem referir diretamente a Base das Lajes, nos Açores, o tema da utilização do território nacional esteve no centro do debate político.
Carlos Abreu Amorim defendeu que a política externa portuguesa assenta em três pilares fundamentais: União Europeia, NATO e CPLP.
Segundo o ministro, “esta clareza estratégica” é “crucial e imprescindível” num contexto internacional marcado por “uma enorme tensão geopolítica”.
O governante sublinhou ainda que Portugal continuará a atuar “à luz do Direito Internacional e dos compromissos que assumiu com os seus aliados”, garantindo simultaneamente “a defesa intransigente da nossa soberania nacional”.