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A direção nacional da Polícia Judiciária não é tida em conta para a tomada de posse do Presidente da República, embora os mais altos responsáveis das outras forças de segurança, nomeadamente da GNR e da PSP, sejam sempre convidados.
A Assembleia da República, perante a qual tomam posse os chefes do Estado, está a organizar a sessão solene de segunda-feira, dia 9, em que o Presidente eleito, António José Seguro, fará o juramento de investidura. De acordo com um documento distribuído à imprensa pelo Parlamento, nenhum representante da Polícia Judiciária vai estar presente.
O documento em causa descreve em pormenor o cerimonial da posse de Seguro e indica os cargos dos convidados e as instituições a que pertencem, mais as zonas do Hemiciclo em que devem ficar sentados.
Na Galeria 2 — isto é, nos assentos normalmente destinados ao público, de frente para a mesa da presidência do Parlamento — ficam o comandante-geral da Guarda Nacional Republicana e o diretor nacional da Polícia de Segurança Pública, diz o documento.
Entre muitos outros convidados, contam-se a secretária-geral do Sistema de Segurança Interna e o secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa, a quem estão destinados lugares sentados na Galeria 3, uma lateral do Hemiciclo. Nada consta no documento acerca da Polícia Judiciária.
Em resposta ao Nascer do SOL sobre o porquê de a cúpula da Gomes Freire ser ignorada, uma porta-voz da Assembleia da República explicou que «o diretor nacional da PJ não consta da Lei das Precedências do Protocolo do Estado Português», pelo que «não consta e não tem constado da lista de convidados institucionais».
Desde a subida de Luís Neves a ministro da Administração Interna em 23 de fevereiro, a Judiciária está sem diretor nacional. Os diretores nacionais adjuntos estão a assegurar a liderança até o Governo indicar o sucessor de Luís Neves. Instados a comentar o tema do protocolo, não responderam.