O Tribunal da Relação de Lisboa decidiu que o antigo banqueiro, Ricardo Salgado terá mesmo de ser julgado no âmbito da Operação Marquês, apesar de sofrer de doença de Alzheimer, rejeitando o recurso apresentado pela defesa que pretendia suspender ou extinguir o processo criminal.
"Em acórdão de 24 de fevereiro, o coletivo de desembargadores da Relação de Lisboa julgou o recurso "totalmente improcedente", acrescentando que, "concluindo-se que não é possível a suspensão ou extinção do procedimento criminal, por tal pretensão não ter cobertura legal e não violar qualquer disposição processual penal ou constitucional, há que manter a decisão", de acordo com o Correio da Manhã.
O tribunal refere que terá em conta o estado de saúde de Ricardo Salgado, e no caso de ser condenado, é possível que venha a cumprir pena em prisão domiciliária.
"Na eventualidade de o recorrente vir a ser condenado, certamente o seu estado de saúde será tido em conta na fase da execução da pena", acrescentam os desembargadores.
Ricardo Salgado foi durante décadas a principal figura do sistema financeiro português, liderando o Banco Espírito Santos, até ao colapso do grupo em 2014.
O antigo banqueiro responde por oito crimes de branqueamento de capitais e três de corrupção ativa, incluindo um em que o antigo primeiro-ministro José Sócrates (2005-2011) terá sido o alegado corrompido.