terça-feira, 16 jun. 2026

Nuno Melo rejeita ideia de exército europeu e defende reforço da NATO e das forças nacionais

O ministro da Defesa, Nuno Melo, afirmou em Bruxelas que é contra a criação de um exército europeu. Defende antes o reforço da NATO e o investimento nas Forças Armadas de cada Estado-membro
Nuno Melo rejeita ideia de exército europeu e defende reforço da NATO e das forças nacionais

O ministro da Defesa Nacional afirmou esta terça-feira ser “tendencialmente contra” a criação de um exército europeu, defendendo antes o reforço do pilar europeu da Defesa no âmbito da NATO e o investimento nas Forças Armadas nacionais.

De acordo com a agência Lusa, à margem de uma reunião dos ministros da Defesa da União Europeia, em Bruxelas, Nuno Melo sublinhou que a sua posição é antiga e mantém-se inalterada.

“Entendo que devemos reforçar o pilar europeu de Defesa da NATO, dar melhores condições aos nossos militares e modernizar equipamentos e infraestruturas”, afirmou, acrescentando que isso é distinto da criação de um exército europeu.

A proposta de um exército europeu tem sido defendida por alguns países, incluindo Espanha, que considera necessária uma maior autonomia estratégica da Europa face aos Estados Unidos.

No entanto, a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, já rejeitou essa ideia, classificando-a como pouco realista e defendendo, em alternativa, o reforço das forças armadas nacionais.

No mesmo encontro em Bruxelas, o ministro português afirmou ainda que Portugal está a avaliar uma eventual participação reforçada em missões navais da União Europeia, nomeadamente no Mar Vermelho e no Estreito de Ormuz.

Portugal já integra as operações Operação Atalanta e Operação Aspides, com militares em estruturas de comando e planeamento.

Segundo Nuno Melo, qualquer decisão sobre um reforço da participação portuguesa ainda não está tomada e dependerá da análise das circunstâncias e dos dados disponíveis.

O ministro acrescentou que o Governo português também ainda não decidiu sobre um eventual envolvimento em novas iniciativas navais no Estreito de Ormuz, sublinhando que “o tempo é de escutar” e que as decisões serão tomadas “no momento certo”.