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O ministro da Defesa Nacional afirmou esta terça-feira ser “tendencialmente contra” a criação de um exército europeu, defendendo antes o reforço do pilar europeu da Defesa no âmbito da NATO e o investimento nas Forças Armadas nacionais.
De acordo com a agência Lusa, à margem de uma reunião dos ministros da Defesa da União Europeia, em Bruxelas, Nuno Melo sublinhou que a sua posição é antiga e mantém-se inalterada.
“Entendo que devemos reforçar o pilar europeu de Defesa da NATO, dar melhores condições aos nossos militares e modernizar equipamentos e infraestruturas”, afirmou, acrescentando que isso é distinto da criação de um exército europeu.
A proposta de um exército europeu tem sido defendida por alguns países, incluindo Espanha, que considera necessária uma maior autonomia estratégica da Europa face aos Estados Unidos.
No entanto, a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, já rejeitou essa ideia, classificando-a como pouco realista e defendendo, em alternativa, o reforço das forças armadas nacionais.
No mesmo encontro em Bruxelas, o ministro português afirmou ainda que Portugal está a avaliar uma eventual participação reforçada em missões navais da União Europeia, nomeadamente no Mar Vermelho e no Estreito de Ormuz.
Portugal já integra as operações Operação Atalanta e Operação Aspides, com militares em estruturas de comando e planeamento.
Segundo Nuno Melo, qualquer decisão sobre um reforço da participação portuguesa ainda não está tomada e dependerá da análise das circunstâncias e dos dados disponíveis.
O ministro acrescentou que o Governo português também ainda não decidiu sobre um eventual envolvimento em novas iniciativas navais no Estreito de Ormuz, sublinhando que “o tempo é de escutar” e que as decisões serão tomadas “no momento certo”.