Relacionados
O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, afirmou esta quarta-feira que as Forças Armadas estão a fazer “tudo para garantir” que chegam aos próximos meses preparadas para atuar na prevenção, vigilância e combate aos incêndios florestais.
“Os próximos meses são difíceis e a época de incêndios exige de todos a máxima atenção e o máximo empenho”, declarou o governante durante a sessão solene do Feriado Municipal de Figueiró dos Vinhos, onde foi distinguido com a Medalha de Honra do município.
Centro de operações permanente em Monte Real
Entre as novidades para esta época de incêndios, Nuno Melo destacou a criação de um centro de operações permanente na Base Aérea de Monte Real, em articulação com o Ministério da Administração Interna.
O centro ficará em estado de prontidão durante os períodos de alerta para temperaturas elevadas e contará com drones, aeronaves de patrulhamento e vigilância para deteção precoce de incêndios e dois helicópteros Black Hawk de ataque, um dos quais já está disponível em Monte Real.
Segundo o ministro, um segundo Black Hawk ficará este ano baseado em Ovar.
Forças Armadas passam a participar também no combate
Em declarações aos jornalistas, Nuno Melo sublinhou que as Forças Armadas deixaram de estar limitadas às tarefas de prevenção e rescaldo.
“Até há muito pouco tempo, as Forças Armadas estavam vocacionadas para a prevenção e rescaldo e agora estão mobilizadas para a prevenção, rescaldo e também combate aos incêndios, com capacidades reforçadas", afirmou o governante, citado pela agência Lusa.
C-130 entram em operação em 2027
O ministro anunciou ainda que dois aviões Lockheed C-130 Hercules serão adaptados para combate a incêndios e deverão entrar ao serviço em 2027.
Os kits de combate a incêndios estão a ser produzidos nos Estados Unidos e os pilotos portugueses encontram-se em formação para operar estes sistemas.
Portugal terá dois Canadair
Nuno Melo recordou também a aquisição de dois aviões bombardeiros pesados Canadair, atualmente em fabrico no Canadá. O primeiro deverá ser entregue em 2029 e o segundo está previsto para 2030.
“Estamos a dotar o Estado de meios que são complementares, mas que ajudarão no combate aos fogos com uma nova filosofia que me parece particularmente adequada, tendo em conta o que temos vivido nos últimos anos”, afirmou.