quarta-feira, 13 mai. 2026

“Nunca aceitarei em silêncio que quem trabalha não consiga viver com dignidade”, diz Seguro na sua mensagem para 1.º de Maio

Mensagem para o Dia do Trabalhador destaca custo de vida, precariedade e impacto da tecnologia. Chefe de Estado promete não ficar indiferente às dificuldades dos portugueses
“Nunca aceitarei em silêncio que quem trabalha não consiga viver com dignidade”, diz Seguro na sua mensagem para 1.º de Maio

O Presidente da República, António José Seguro, assinalou o Dia do Trabalhador com uma mensagem centrada nos desafios atuais do mundo laboral, deixando um aviso claro: “Nunca aceitarei em silêncio que quem trabalha não consiga viver com dignidade”.

Na mensagem divulgada esta quinta-feira, o chefe de Estado sublinha o papel central do trabalho na sociedade. “É através do trabalho que cada um de nós constrói a sua vida, afirma a sua dignidade e contribui para a comunidade em que se insere”, afirma, acrescentando que o 1.º de Maio é também “a afirmação de que a dignidade do trabalho é inseparável da dignidade humana”.

O Presidente traça depois um retrato de um tempo marcado por incerteza. “Este ano, o Dia do Trabalhador encontra-nos num tempo de muitas inquietações”, refere, apontando fatores como as guerras, a desaceleração económica e o aumento do custo de vida.

Sobre o impacto da inflação, deixa um diagnóstico direto: “A inflação corrói o salário antes de ele chegar ao fim do mês”. Ao mesmo tempo, alerta para as mudanças profundas no mercado de trabalho, sublinhando que “a inteligência artificial e a robótica estão a transformar o mundo do trabalho a uma velocidade que nenhuma geração anterior conheceu”.

A precariedade surge como outra das preocupações centrais. “A precariedade instalou-se em demasiados contratos, em demasiadas vidas, como se fosse uma inevitabilidade”, afirma, rejeitando essa ideia e lembrando que “a experiência revela que as decisões políticas podem moldar os resultados”.

Na mesma linha, o Presidente insiste que “o trabalho tem de compensar – tem de pagar a renda, a alimentação e o futuro dos filhos”, reforçando a necessidade de garantir condições de vida dignas a quem trabalha.

A mensagem termina com um reconhecimento direto aos trabalhadores portugueses, dentro e fora do país. “A todos os trabalhadores portugueses, em Portugal ou na diáspora, o meu reconhecimento e o meu respeito”, afirma, reiterando o compromisso da Presidência com estas causas.

Num contexto de pressão económica e transformação acelerada do emprego, o chefe de Estado reforça assim o simbolismo do 1.º de Maio como momento de reflexão e exigência social.