Morreu na última noite Nuno Morais Sarmento, antigo ministro da Presidência e figura histórica do Partido Social Democrata. O antigo governante tinha 65 anos e foi encontrado sem vida na sua residência, em Lisboa.
Advogado de formação, Morais Sarmento nasceu em Lisboa e licenciou-se em Direito pela Universidade Católica Portuguesa em 1984. Antes disso, tinha frequentado o Liceu Camões, onde integrou a primeira associação de estudantes legalizada após o Revolução de 25 de Abril de 1974.
Ao longo da carreira destacou-se sobretudo na política. Militante da Juventude Social Democrata e mais tarde do Partido Social Democrata, viria a assumir cargos de direção no partido, tendo sido eleito vice-presidente em 2002, quando a liderança pertencia a José Manuel Durão Barroso, e novamente em 2004, já durante a presidência de Pedro Santana Lopes.
Passagem pelo Governo
No plano governativo, Morais Sarmento integrou dois executivos:
Ministro da Presidência no XV Governo Constitucional, liderado por José Manuel Durão Barroso (2002-2004);
Ministro de Estado e da Presidência no XVI Governo Constitucional, chefiado por Pedro Santana Lopes (2004-2005).
Funções institucionais e percurso político
Além da atividade governativa, desempenhou diversos cargos institucionais ao longo dos anos, entre os quais:
membro da Comissão Nacional de Proteção de Dados;
representante de Portugal na Autoridade de Controlo Comum do Espaço Schengen;
vogal do Conselho Superior do Ministério Público, eleito pela Assembleia da República.
Entre 2008 e 2010 presidiu ainda ao Conselho de Jurisdição Nacional do Partido Social Democrata, durante a liderança de Manuela Ferreira Leite. Mais tarde apoiou a candidatura de Paulo Rangel nas diretas do partido em 2010, eleições que acabariam por ser vencidas por Pedro Passos Coelho.
Presidência da FLAD e saída por motivos de saúde
Em agosto de 2024 foi nomeado presidente da Fundação Luso‑Americana para o Desenvolvimento para o mandato de 2024-2029. No entanto, viria a abandonar o cargo poucos meses depois, em janeiro, alegando não reunir naquele momento as “condições pessoais e de saúde necessárias” para continuar a exercer funções.