quinta-feira, 16 abr. 2026

Morreu Nuno Morais Sarmento. Tinha 65 anos

Figura histórica do PSD e antigo governante nos executivos de Durão Barroso e Santana Lopes foi encontrado sem vida em casa, em Lisboa. Teve uma carreira marcada pela política, pelo direito e pelo serviço público. Leia a última entrevista de Nuno Morais Sarmento ao Nascer do SOL.
Morreu Nuno Morais Sarmento. Tinha 65 anos

Morreu na última noite Nuno Morais Sarmento, antigo ministro da Presidência e figura histórica do Partido Social Democrata. O antigo governante tinha 65 anos e foi encontrado sem vida na sua residência, em Lisboa.

Advogado de formação, Morais Sarmento nasceu em Lisboa e licenciou-se em Direito pela Universidade Católica Portuguesa em 1984. Antes disso, tinha frequentado o Liceu Camões, onde integrou a primeira associação de estudantes legalizada após o Revolução de 25 de Abril de 1974.

Ao longo da carreira destacou-se sobretudo na política. Militante da Juventude Social Democrata e mais tarde do Partido Social Democrata, viria a assumir cargos de direção no partido, tendo sido eleito vice-presidente em 2002, quando a liderança pertencia a José Manuel Durão Barroso, e novamente em 2004, já durante a presidência de Pedro Santana Lopes.

Passagem pelo Governo

No plano governativo, Morais Sarmento integrou dois executivos:

  • Ministro da Presidência no XV Governo Constitucional, liderado por José Manuel Durão Barroso (2002-2004);

  • Ministro de Estado e da Presidência no XVI Governo Constitucional, chefiado por Pedro Santana Lopes (2004-2005).

Funções institucionais e percurso político

Além da atividade governativa, desempenhou diversos cargos institucionais ao longo dos anos, entre os quais:

  • membro da Comissão Nacional de Proteção de Dados;

  • representante de Portugal na Autoridade de Controlo Comum do Espaço Schengen;

  • vogal do Conselho Superior do Ministério Público, eleito pela Assembleia da República.

Entre 2008 e 2010 presidiu ainda ao Conselho de Jurisdição Nacional do Partido Social Democrata, durante a liderança de Manuela Ferreira Leite. Mais tarde apoiou a candidatura de Paulo Rangel nas diretas do partido em 2010, eleições que acabariam por ser vencidas por Pedro Passos Coelho.

Presidência da FLAD e saída por motivos de saúde

Em agosto de 2024 foi nomeado presidente da Fundação Luso‑Americana para o Desenvolvimento para o mandato de 2024-2029. No entanto, viria a abandonar o cargo poucos meses depois, em janeiro, alegando não reunir naquele momento as “condições pessoais e de saúde necessárias” para continuar a exercer funções.