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A plataforma ‘Números da Justiça’, que está a funcionar desde dezembro do ano passado, vai ser apresentada na quarta-feira, dia 18, no Campus da Justiça de Lisboa, numa sessão que contará com a presença da ministra da Justiça, anunciou o gabinete de Rita Alarcão Júdice.
Descrita como «nova plataforma de estatísticas, indicadores e dados abertos da Justiça», dirigida a «cidadãos, investigadores e decisores», pode ser acedida através do endereço numeros.justica.gov.pt.
Em 23 de dezembro de 2025, o Ministério já tinha feito a divulgação do mesmo assunto. «O Ministério da Justiça disponibiliza, através da Direção-Geral da Política da Justiça, o novo portal Números da Justiça», lia-se num comunicado oficial.
O ‘site’ representou um investimento de cerca de 2,6 milhões de euros, que correspondem a verbas europeias do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). «Promove transparência, análise baseada em evidências e alinhamento com padrões europeus da Comissão Europeia para a Eficiência da Justiça, facilitando reformas e monitorização de eficiência do sistema de Justiça», segundo o Ministério da Justiça.
No entanto, há dados que continuam ausentes da plataforma e que podem ser igualmente considerados fundamentais para a transparência do sistema de Justiça.
Por exemplo, ninguém sabe quantos pedófilos ficam em liberdade após suspeitas, conforme o SOL noticiou na sua edição impressa de 13 de março e na edição ‘online’ nesta segunda-feira, dia 16. Há um apagão estatístico sobre as medidas de coação de prisão preventiva e domiciliária aplicadas por juízes de instrução após o primeiro interrogatório a suspeitos de crimes sexuais contra crianças.
A plataforma ‘Números da Justiça’ reúne informações de tribunais judiciais e administrativos, Ministério Público, registos e notariado, polícias e serviços prisionais. Inclui painéis interativos, gráficos dinâmicos, mapas e sistemas de descarregamento de dados, informou o Ministério da Justiça.
Na quarta-feira de manhã, Rita Alarcão Júdice desloca-se ao Espaço HUB Justiça, no Campus da Justiça de Lisboa. Depois dos debates «Números da Justiça: plataforma de estatísticas, indicadores e dados abertos» e «A importância das estatísticas na definição das políticas públicas», a ministra fará o encerramento da sessão.