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Marcelo Rebelo de Sousa escolheu Vhils para assinar o seu retrato oficial enquanto Presidente da República. A obra será apresentada em março, na reta final do mandato do chefe de Estado, que termina no dia 9 desse mês.
Vhils, nome artístico de Alexandre Farto, tornou-se conhecido pelos rostos esculpidos em paredes e fachadas um pouco por todo o mundo. Ao optar por Vhils, Marcelo pretende associar o seu retrato a um criador que considera, disse em declarações à agência Lusa, “expoente e símbolo de uma época”, à semelhança do que aconteceu com outros presidentes e os artistas que eternizaram os seus mandatos.
O retrato ficará exposto no Museu da Presidência da República, integrando a galeria oficial dos chefes de Estado. Entre os antecessores, destacam-se obras de Júlio Pomar (autor do retrato de Mário Soares), Paula Rego (que pintou Jorge Sampaio) e Carlos Barahona Possolo (responsável pelo retrato de Aníbal Cavaco Silva).
A apresentação do retrato mantém a tradição de revelar a obra apenas no final do segundo mandato presidencial — um gesto simbólico que marca o encerramento de um ciclo político.