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André Ventura, líder do partido Chega, já reagiu às negociações sobre a alteração à lei do trabalho, fazendo um apelo ao governo de Luís Montenegro.
“Só há uma solução para esta reforma laboral, para esta reforma que o Governo quer supostamente fazer sobre o trabalho: é rasgar e começar novamente. É a única solução que há para uma reforma que foi feita teoricamente para defender mais flexibilidade, mas acabou a atacar os trabalhadores, a gerar mais precariedade e a gerar mais incerteza mesmo nos próprios empresários”, afirmou, em conferência de imprensa na sede do Chega, em Lisboa.
André Ventura apelou ao governo e ao primeiro-ministro que "volte à mesa das negociações e que volte com humildade", para alcançar um consenso "em torno de um documento capaz de dar ao país a reforma laboral que o país precisa".
O líder do Chega afirma que as negociações devem passar por um aumento de competitividade, aumentos salariais, mais emprego e mais ambição.
Tendo em conta que o consenso que Ventura pede não foi alcançado na concertação social, "o consenso agora tem que ser parlamentar”. "Quem vai aprovar esta reforma é o parlamento”, afirmou. Apesar de se mostrar disponível para negociações, André Ventura garante que não aceita um documento que não tiver as mudanças e exigências do Chega incluídas.
"A reforma laboral não pode penalizar trabalhadoras que queiram ser mães, nem pode facilitar despedimentos ilícitos”, ou seja, sem justa causa, elenca. Considerou ainda que “banco de horas pode ser um instrumento útil para a negociação entre trabalhadores e empresários" e defendeu a existência de contratos de curta duração “em determinadas circunstâncias”, como por exemplo, necessidades sazonais. “Precisamos de mais flexibilidade e não de mais rigidez, precisamos de mais competitividade e não de mais rigidez”.
Recorde-se que o anteprojeto de reforma da lei laboral foi apresentado pelo governo de Luís Montenegro a 24 de julho de 2025 e, desde aí, tem sido alvo de críticas, principalmente dos grandes sindicatos. Na passada segunda-feira, o governo esteve reunido com as confederações empresariais e com a UGT, mas não foi possível chegar a um entendimento em torno da reforma da lei do trabalho.