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Não foi possível chegar a acordo na Concertação Social em torno da reforma da lei do trabalho. O Governo esteve reunido esta tarde com as confederações empresariais e com a UGT para tentar um entendimento, mas não foi possível chegar a um entendimento.
O presidente da CIP, Armindo Monteiro, responsabilizou a UGT sobre este resultado, referindo que “não é habitual” ver a central sindical com “a atitude que teve” durante este processo de negociação.
Os restantes parceiros sociais também apontaram a falta de diálogo da UGT como o grande entrave para chegar a bom porto.
Recorde-se que a ministra do Trabalho admitiu, na semana passada, que o Governo e os parceiros sociais estavam “mais próximos do fim do que do princípio” e disse que “o desejo do Governo é que o acordo [em sede Concertação Social] seja alcançado”, uma vez que o Executivo “tem investido muito neste acordo”.
Maria do Rosário Palma Ramalho lembrou ainda que “o Governo fez um grande processo de aproximação de posições e os parceiros também estão a fazer esse mesmo processo”, chamando a atenção para o facto de as negociações durarem “há sete meses”.
É certo que a ministra tinha vindo a garantir que não iria “eternizar” a discussão na Concertação Social, referindo que a intenção do Governo seria submeter a proposta de lei no Parlamento caso não fosse possível chegar a acordo com os parceiros sociais.