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O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, entregou esta quinta-feira a moção "Contamos com Todos", que defende a estabilidade política e traz um desafio: que o Governo se afaste do partido Chega, de André Ventura.
"Repito o que disse e o que está escrito: Nós não criaremos crises políticas, mas nós estaremos preparados para todas as responsabilidades", afirmou o socialista. "Eu vejo que hoje o principal fator de instabilidade dentro da AD não é o Partido Socialista nem os partidos da oposição, é mesmo a própria AD", acrescentou, mostrando ainda concordar com as recentes afirmações de Pedro Passos Coelho sobre o governo de Luís Montenegro.
"Olhando para as declarações do doutor Passos Coelho em relação ao Governo, elas, de facto, suscitam a maior preocupação sobre a capacidade da própria AD manter a estabilidade política no país", frisou após a entrega do documento oficial.
Recorde-se que o antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho criticou a escolha de Luís Neves para substituir Maria Lúcia Amaral como ministro da Administração Interno, afirmando que abre um "precedente grave" e "põe em causa separação de poderes". Além disso, Passos Coelho criticou o impasse negocial na reforma laboral.
A moção "Contamos com todos"
A moção global de estratégia apresentada por José Luís Carneiro propõe a criação de um Código de Ética para os socialistas e de uma Comissão de Ética. Além disso, sugere ainda o surgimento de um canal de denúncias interno.
Todas as iniciativas propostas visam "avaliar transgressões e dar pareceres, orientações e formação regular sobre ética".
O secretário-geral do PS sugere ainda uma revisão da regra que define os símbolos do PS. O objetivo é "permitir a utilização dos símbolos da Internacional Socialista" e "simplificar a inscrição no PS" que tem, segundo ele, "deficiências estruturais no conhecimento e caracterização dos seus militantes e das suas aptidões".