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O que levou um ex-vice-presidente do CDS a apoiar o candidato socialista, António José Seguro?
É um político comprometido com a justiça social e com o desenvolvimento sustentável. E propõe reformas para modernizar o país e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.
Conhecia-o pessoalmente?
Há mais de duas décadas.
Em que circunstâncias é que se conheceram? Na política?
Não, não foi na política. Conheci-o há duas décadas porque sou de um concelho que faz fronteira com o dele. Ele é do concelho de Penamacor e eu tenho as minhas raízes no concelho do Sabugal. Somos praticamente conterrâneos. Conheci-o em defesa do interior de Portugal.
Nos encontros que tem tido com ele, o que o tem agradado mais?
É a transparência que ele transmite, o compromisso e a preocupação para com o próximo. É uma pessoa que transmite uma força tranquila.
Seguro tem sentido de humor?
Tem. E é um pragmático mas com sentido de humor. É um otimista racional.
Ele não conseguiu unir o PS nem a esquerda radical. Acha que isso foi positivo ou negativo?
A candidatura dele é suprapartidária. É uma candidatura humanista, progressista e, portanto, quem se quis juntar a ele, juntou-se. Mas, acima de tudo, foi por vontade própria que ele achou que era o momento e achou que a participação dele era importante para o país e para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos e para modernizar o país.
Estranhou o silêncio de António Costa sobre as presidenciais?
Não, não estranhei. Não valorizei.
Como reage a todas estas sondagens tão díspares?
Não reajo. O trabalho que o candidato presidencial António José Seguro tem vindo a fazer é um trabalho de moderação, é um trabalho de grande frontalidade e de solidariedade para com todos os portugueses e portuguesas e, portanto, não valorizo. A melhor sondagem que há é no dia 18. Não me deixo guiar por sondagens.
Não sabe se o núcleo duro da campanha se ressente dessas oscilações?
Faço parte do núcleo duro. E não. Ninguém do núcleo duro se ressente com as sondagens. A preocupação do núcleo duro é para apoiar António José Seguro para que seja, de facto, o próximo Presidente da República de Portugal. Um homem com as suas características de justiça social e com a sua liderança visionária, é o melhor presidente para o país nos tempos que correm e para os conflitos que neste momento estamos a viver e que se adivinham futuramente.
Se Seguro não for à segunda volta, já tem candidato?
Não admito essa possibilidade. Obviamente que depende do voto dos portugueses, mas acredito que António José Seguro vá à segunda volta. Ele é um defensor da participação de todos os cidadãos e é um grande promotor da igualdade entre homens e mulheres e da justiça social.