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A Iniciativa Liberal (IL) reconheceu, em comunicado divulgado esta semana, que recebeu duas denúncias relacionadas com alegados casos de assédio sexual, esclarecendo, no entanto, que nenhuma delas envolveu o antigo líder do partido, João Cotrim Figueiredo, segundo avança o jornal Observador.
Na nota oficial, a direção da IL afirma que “nunca houve qualquer insinuação, relato, queixa ou denúncia, de qualquer natureza, em qualquer momento, na história da Iniciativa Liberal relativamente a João Cotrim Figueiredo”, sugerindo que as situações reportadas dizem respeito a outros membros do partido.
A posição surge depois de notícias que associavam uma das queixas ao caso de Inês Bichão. Segundo o partido, "não existiu qualquer tentativa de ocultar as denúncias" e todas foram tratadas de acordo com os procedimentos internos e legais.
A IL admite que, ao contrário do que tinha indicado anteriormente, houve duas “situações desta natureza”, sem detalhar os comportamentos em causa. Relativamente à primeira, refere que foi instaurado um processo formal, que seguiu os procedimentos exigidos, tendo sido posteriormente arquivado.
Quanto à segunda denúncia, que estará relacionada com as queixas de Inês Bichão, o partido afirma que não foram apresentados factos concretos nem provas. De acordo com o comunicado, foram feitas várias tentativas para obter mais esclarecimentos, sem sucesso.
Ainda assim, a Iniciativa Liberal garante que avançou com uma averiguação independente, com apoio jurídico externo, reunindo toda a informação disponível. No final desse processo, concluiu-se, segundo a direção, que não existiam elementos que confirmassem a veracidade das acusações.
No mesmo documento, o partido rejeita acusações de encobrimento e anuncia que irá avançar judicialmente contra o que classifica como “suspeitas infundadas e danosas”. Para esse efeito, foi contratado o advogado Paulo Saragoça da Matta.
A direção da IL afirma que continuará a tratar situações desta natureza com seriedade, assegurando o cumprimento das normas internas e da legislação em vigor, e defende que a reputação dos seus dirigentes não deve ser colocada em causa "sem fundamento".