O Governo aprovou uma nova redução extraordinária das taxas do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP), medida que deverá ajudar a travar a subida dos preços dos combustíveis já na próxima semana.
De acordo com um comunicado do Ministério das Finanças divulgado esta sexta-feira, a alteração representa uma poupança direta de 1,8 cêntimos por litro no gasóleo e de 3,3 cêntimos por litro na gasolina.
Somando esta redução às medidas extraordinárias adotadas na semana anterior, os consumidores deverão beneficiar de uma descida total de cerca de 6,1 cêntimos por litro no gasóleo e de 3,3 cêntimos na gasolina, face aos preços praticados entre 2 e 6 de março.
Gasolina sem chumbo abrangida pela redução
Segundo o Ministério das Finanças, a gasolina sem chumbo passa também a ser abrangida pela redução do ISP, uma vez que se prevê que o preço deste combustível ultrapasse um aumento de 10 cêntimos relativamente aos valores registados no início do mês.
O ministério liderado por Joaquim Miranda Sarmento indica que a medida inclui um desconto de cerca de 1,4 cêntimos por litro no gasóleo rodoviário e de 2,7 cêntimos por litro na gasolina sem chumbo, devolvendo aos contribuintes parte da receita adicional de IVA que o Estado arrecadaria com o aumento dos preços.
Combustíveis continuam a subir na próxima semana
Apesar da intervenção fiscal, os preços dos combustíveis deverão registar uma subida significativa. Na ausência desta redução do ISP, o preço do gasóleo rodoviário aumentaria cerca de 9,8 cêntimos por litro e o da gasolina sem chumbo subiria cerca de 10,5 cêntimos, segundo dados recolhidos pelo ministério junto do setor.
Também a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec) prevê aumentos semelhantes, apontando para uma subida próxima dos 10 cêntimos por litro no gasóleo simples e cerca de 10,3 cêntimos na gasolina 95.
Tensões no Médio Oriente pressionam preços do petróleo
O aumento dos combustíveis ocorre num contexto de forte instabilidade geopolítica no Médio Oriente, com impacto direto nos mercados energéticos. Entre os fatores apontados está a pressão sobre o abastecimento global causada pelo encerramento do estratégico Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo.
Esta situação tem contribuído para maior volatilidade nos preços internacionais do crude, refletindo-se nos custos finais pagos pelos consumidores nos postos de abastecimento em Portugal.