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O ministro dos Assuntos Parlamentares criticou esta sexta-feira a escolha de Mariana Vieira da Silva pelo PS para participar no debate sobre o pacto para a saúde proposto pelo Presidente da República, numa sessão parlamentar marcada por fortes trocas de acusações entre Governo e oposição sobre o estado do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
No encerramento da interpelação ao Governo promovida pelo PS sobre os resultados do Plano de Emergência e Transformação da Saúde (PETS), aprovado em maio de 2024, Carlos Abreu Amorim defendeu que é necessário alcançar “outro patamar de responsabilidade na saúde” e garantiu que o executivo irá colaborar com o chefe de Estado no pacto proposto para o setor.
O governante afirmou que o Governo “aceita de bom grado” a iniciativa de António José Seguro, mas aproveitou para lançar críticas à bancada socialista, apontando diretamente à escolha de Mariana Vieira da Silva para representar o partido nas negociações.
“Não enviaremos representantes para esse pacto que não disseram do atual Presidente da República aquilo que Maomé não ousou dizer do toucinho”, afirmou Carlos Abreu Amorim, numa alusão a declarações anteriores da dirigente socialista sobre António José Seguro.
Do lado do PS, o líder parlamentar Eurico Brilhante Dias acusou o Governo de incompetência na gestão da saúde, considerando o SNS uma das áreas “mais paradigmáticas” do falhanço do executivo liderado por Luís Montenegro.
O socialista criticou ainda a ausência da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, no debate parlamentar sobre o PETS, acusando-a de se ter “demitido” de prestar esclarecimentos sobre os resultados do plano apresentado há dois anos.
“Essa demissão é uma demissão que vai em linha com o comportamento que o Governo tem tido. Procura dizer que não sairá de fininho, mas quando chega o momento de prestar contas fica apenas a propaganda”, afirmou Eurico Brilhante Dias.
O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, respondeu às críticas do PS, classificando como “mau gosto” e “pouca lealdade parlamentar” as referências à ausência do deputado social-democrata Miguel Guimarães, antigo bastonário da Ordem dos Médicos.
Já Carlos Abreu Amorim desvalorizou as críticas socialistas sobre a ausência da ministra da Saúde, sustentando que cabe ao Governo decidir quem o representa em cada debate parlamentar.